Viveiros alteram absorção de imidacloprido no arroz

Estudo mostra maior acúmulo do inseticida em mudas de arroz conduzidas em bandejas e em viveiro seco

08.07.2026 | 09:04 (UTC -3)
Schubert Peter, Revista Cultivar
Foto: Wenderson Araujo / CNA
Foto: Wenderson Araujo / CNA

Viveiros em bandejas e viveiros secos aumentam a absorção de imidacloprido aplicado no tratamento de sementes de arroz. O efeito ocorre pela maior retenção do inseticida na superfície das sementes e pela concentração do produto na rizosfera. É a conclusão de estudo de pesquisadores chineses (DOI 10.1002/ps.71098).

Os cientistas avaliaram a dinâmica de absorção e translocação do imidacloprido em mudas de arroz sob diferentes sistemas de viveiro. O objetivo envolveu a identificação dos mecanismos responsáveis pela eficiência do produto aplicado via revestimento de sementes.

No viveiro em bandejas, o fator de concentração biológica do imidacloprido na parte aérea alcançou 0,0278 aos sete dias. No viveiro seco, o índice chegou a 0,0167 no mesmo período. Esses valores representaram aumentos de 7,13 vezes e 4,28 vezes em relação ao viveiro convencional em área alagada.

Os ensaios por vias de absorção mostraram maior contribuição da absorção pelas raízes para o acúmulo na parte aérea. Esse caminho superou a absorção mediada pela semente em 1,68 vez a 5,61 vezes.

A análise quantitativa indicou maior permanência do inseticida na superfície das sementes nos sistemas sem alagamento. O índice concentração-tempo do imidacloprido na superfície da semente ficou 5,73 vezes maior no viveiro em bandejas e 5,14 vezes maior no viveiro seco, em comparação com o viveiro alagado, aos sete dias.

Experimentos em colunas de solo também indicaram retenção do imidacloprido na zona das raízes sob condições não alagadas. No viveiro convencional alagado, ocorreu lixiviação vertical rápida.

Segundo os pesquisadores, os sistemas em bandejas e seco ampliam a entrega sistêmica do inseticida por duas rotas. Eles prolongam a retenção do produto na semente e concentram o ingrediente ativo na rizosfera. O resultado pode orientar o manejo de viveiros para melhorar a eficiência do tratamento de sementes e a proteção inicial de mudas de arroz.

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