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A umidade do solo influencia a pupação, a sobrevivência e a emergência de Phthorimaea absoluta (antigamente conhecida como Tuta absoluta), praga de importância global na cultura do tomate. Em ensaios de laboratório, cientistas observaram maior sucesso biológico em condições de umidade moderadamente baixa. O melhor resultado ocorreu com vinte por cento de umidade relativa do solo. Nesse tratamento, a emergência de adultos chegou a oitenta e três por cento.
O estudo avaliou seis níveis de umidade: zero, vinte, quarenta, sessenta, oitenta e cem por cento de saturação. Os pesquisadores usaram pupas com um dia de idade, enterradas a um centímetro de profundidade. Cada tratamento teve cinco repetições, com vinte pupas por caixa. A equipe registrou a emergência de adultos, o tempo até a emergência e deformações morfológicas.
Os resultados mostraram resposta unimodal. A emergência caiu quando o solo ficou muito seco ou muito úmido. Em solo com quarenta por cento de umidade, a emergência alcançou sessenta e três por cento. Em solo com sessenta por cento, caiu para quarenta e sete por cento. Em solo seco, com zero por cento de umidade, ficou em dezoito por cento. Em solo com oitenta por cento de umidade, atingiu quinze por cento. Em solo saturado, com cem por cento, nenhum adulto emergiu.
A sobrevivência das pupas seguiu padrão semelhante. O tratamento com vinte por cento manteve a maior taxa de sobrevivência ao longo do período de observação. O valor final chegou a oitenta por cento. Em quarenta por cento de umidade, a sobrevivência final alcançou setenta por cento. Em sessenta por cento, chegou a cinquenta e três por cento. Em oitenta por cento, caiu para vinte e dois por cento. Em solo seco, ficou em vinte e quatro por cento. No tratamento com cem por cento, todas as pupas morreram até o terceiro dia.
Os cientistas também avaliaram a preferência das larvas por umidade. O ensaio ofereceu quatro opções de solo, com vinte, quarenta, sessenta e oitenta por cento de umidade. As larvas preferiram o solo com vinte por cento. Esse tratamento concentrou 49,29 por cento das pupações. O solo com quarenta por cento recebeu vinte e cinco por cento. O solo com sessenta por cento recebeu 17,14 por cento. O solo com oitenta por cento recebeu 8,57 por cento.
A profundidade de pupação também recebeu atenção. As pupas se concentraram nas camadas superficiais do solo, principalmente entre zero e um centímetro. Em solo com oitenta por cento de umidade, a concentração na camada de zero a meio centímetro chegou a 71,7 por cento. Nenhuma pupa apareceu nas camadas mais profundas nesse tratamento.
Os dados indicam uma vulnerabilidade da fase pupal de Phthorimaea absoluta. A praga usa o solo ou a interface solo-planta durante essa etapa do ciclo. Como a maioria das pupas permanece próxima da superfície, o manejo da umidade nessa faixa pode integrar estratégias de manejo integrado de pragas.
Os pesquisadores apontam a possibilidade de explorar pulsos curtos de umedecimento superficial durante a entrada das larvas na fase pupal. A saturação reduziu a sobrevivência e bloqueou a emergência nos ensaios. Essa abordagem pode diminuir a dependência de aplicações químicas, desde que passe por validação em campo.
O trabalho também registra limites. Os experimentos ocorreram em laboratório. O estudo usou apenas um tipo de solo, classificado como franco-arenoso, com 52,3 por cento de areia, trinta e dois por cento de silte e 15,7 por cento de argila. O pH médio medido chegou a 7,27. Os próprios resultados indicam necessidade de testes com outros solos, diferentes climas e condições de cultivo.
A pesquisa conclui que a umidade do solo atua como filtro abiótico decisivo para Phthorimaea absoluta durante a pupação. Condições entre vinte e quarenta por cento favoreceram preferência, sobrevivência e emergência. Condições extremas, por seca ou saturação, elevaram a mortalidade pupal.
Mais informações em doi.org/10.3390/insects17060603
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