Rio Grande do Sul e Embrapa firmam convênio contra mosca-das-frutas

Objetivo é o manejo adequado do inseto especialmente em videiras e macieiras

18.03.2026 | 14:23 (UTC -3)
Fabrízio Fernández, edição Revista Cultivar
Foto: Cassiane Osório
Foto: Cassiane Osório

A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul (Seapi) e a Embrapa Uva e Vinho assinaram convênio para a execução do projeto “Supressão populacional da mosca-das-frutas sul-americana (Anastrepha fraterculus)”. A supressão dar-se-á por meio da integração das técnicas de liberação de moscas estéreis, parasitoides e iscas tóxicas em pomares de macieira e videira, buscando mitigar a incidência do inseto no estado.

A Seapi fará o repasse para a Embrapa no valor de R$ 198.276,30, com duração de seis meses, buscando o aumento do parasitismo da mosca-das-frutas em hospedeiros que são multiplicadores da praga, a redução da captura de moscas-das-frutas pelo uso da captura massal e a capacidade de dispersão de moscas esterilizadas e liberadas nas áreas experimentais.

A mosca-das-frutas é uma praga que atinge a fruticultura brasileira e tem incidência na região sul do Brasil. A espécie ocorre em todos os pomares comerciais de maçã e uva, além de frutas de caroço como ameixa, pêssego e nectarina. Também ataca pequenas frutas como amora-preta, framboesa e frutíferas nativas.

Estudos indicam que frutas infestadas pela mosca-das-frutas podem chegar a 100% de danos, caso medidas de prevenção e controle não sejam adotadas. Estima-se que cerca de 50 mil famílias de produtores rurais estejam diretamente envolvidas na produção e na cadeia produtiva dessas frutas, sendo afetados economicamente pelo ataque da praga. Na cultura da macieira, a estimativa é de que as perdas anuais causadas pela ocorrência da mosca-das-frutas alcancem anualmente R$ 25 milhões.

Alternativas de manejo

Entre as alternativas de manejo está o uso de inimigos naturais (parasitóides), a Técnica do Inseto Estéril (TIE) e a integração dessas tecnologias com técnicas de atrair e matar a mosca-das-frutas com iscas tóxicas.

Paralelamente devem ser continuadas pesquisas buscando identificar moléculas que apresentem ação sobre adultos e larvas. E novos semioquímicos tanto para o monitoramento como para uso em iscas tóxicas para controle de adultos.

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