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A safra de soja de 2025 registrou perda de 4,8% do potencial produtivo nos Estados Unidos. Em Ontário, no Canadá, a perda chegou a 4,5%. O levantamento abrangeu 29 estados norte-americanos. Os dados são da Crop Protection Network, entidade de colaboração entre universidades de agronomia dos EUA e Canadá.
O nematoide-de-cisto-da-soja (Heterodera glycines) liderou as perdas. O patógeno causou redução de 70,1 milhões de bushels. A síndrome da morte súbita, associada a Fusarium virguliforme, ocupou a segunda posição. O mofo-branco, causado por Sclerotinia sclerotiorum, aparece na sequência.
Doenças de plântulas também reduziram rendimento. O complexo envolve Fusarium spp., Pythium spp., Phomopsis spp. e Rhizoctonia spp.. As perdas somaram 16,1 milhões de bushels.
A podridão vermelha da raiz, associada a Calonectria ilicicola, avançou. O dano atingiu 7,7 milhões de bushels. Illinois e Indiana concentraram os maiores impactos.
Condições climáticas influenciaram o cenário. Solos úmidos limitaram a reprodução de Heterodera glycines. O mesmo ambiente favoreceu Fusarium virguliforme.
Estados do norte responderam por 79% das perdas. A região concentrou grande parte da produção. Doenças foliares não figuraram entre os principais fatores de redução de rendimento nessa área.
Outras informações em doi.org/10.31274/cpn-20260306-0
O manejo de doenças iniciais utiliza tratamento de sementes com diferentes princípios ativos. Avaliações consideram compostos como azoxistrobina, carboxina, etaboxam, fludioxonil, fluopiram, fluxapiroxade, ipconazol, mefenoxam, metalaxil, oxathiapiprolina, penflufen, pydiflumetofen, sedaxane e thiabendazol.
A eficiência varia conforme o patógeno. Compostos como mefenoxam e metalaxil apresentam alta eficiência contra Pythium spp. e Phytophthora sojae.
Fludioxonil e sedaxane apresentam bom desempenho contra Rhizoctonia spp.. Fluxapiroxade e pydiflumetofen contribuem no controle de Fusarium spp..
A resposta depende da dose e do posicionamento. A taxa aplicada na semente altera o desempenho. Populações menos sensíveis reduzem a eficiência de alguns ingredientes ativos.
A combinação de princípios ativos amplia o espectro. A estratégia busca controle simultâneo de diferentes patógenos de solo.
Mais informações em doi.org/10.31274/cpn-20190620-015
O controle químico de doenças foliares utiliza ingredientes ativos de diferentes grupos. Entre eles: azoxistrobina, piraclostrobina, fluxapiroxade, bixafen, protioconazol, difenoconazol, tebuconazol, flutriafol, boscalida e fluazinam.
A eficiência depende do momento de aplicação. O nível de doença no campo interfere no resultado.
Doenças como mancha-alvo (Corynespora cassiicola), cercosporiose (Cercospora kikuchii) e mancha-parda (Septoria glycines) apresentam respostas variáveis aos fungicidas.
A resistência de patógenos reduz o desempenho de fungicidas do grupo QoI. Esse efeito ocorre em populações de Cercospora kikuchii e Corynespora cassiicola.
O controle de mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) exige aplicação entre R1 e R2. Aplicações tardias reduzem a eficiência.
A cercosporiose demanda ajuste preciso. Aplicações fora do momento ideal reduzem o controle.
Os resultados consideram aplicação única na dose recomendada. O desempenho varia conforme ambiente e pressão de doença.
Outros dados em doi.org/10.31274/cpn-20190620-014
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