PR Safra 2025/26: excesso de chuva atrasa a colheita do milho

A elevada umidade tem impedido o avanço das colhedoras e comprometido a qualidade dos grãos no Paraná

07.07.2026 | 15:48 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações do Deral

O excesso de chuvas nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná tem atrasado a colheita do milho segunda safra e provocado perdas na qualidade dos grãos. Segundo o boletim semanal de condições de tempo e cultivo do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a elevada umidade tem impedido o avanço das colhedoras e favorecido a ocorrência de grãos ardidos, espigas abertas e brotamento ainda nas plantas, agravando os prejuízos já causados pela estiagem e pelas geadas registradas no início do ciclo.

Nas regiões Norte e Noroeste, por outro lado, o tempo firme permitiu o avanço gradual da colheita em lavouras em maturação, mantendo boas condições sanitárias, apesar de registros pontuais de manchas foliares.

Para a próxima safra de soja, o Deral observa um cenário de maior cautela entre os produtores. A instabilidade do mercado internacional e o aumento dos custos dos insumos agrícolas devem reduzir os investimentos em adubação das lavouras.

No trigo, as lavouras apresentam, em geral, bom desenvolvimento, mas o excesso de umidade elevou a pressão de doenças fúngicas e manchas foliares nas regiões Oeste e Sudoeste, exigindo reforço no manejo fitossanitário. O boletim também aponta redução da área cultivada em algumas localidades devido à baixa rentabilidade, aos riscos climáticos e às incertezas de mercado.

A segunda safra de feijão também enfrenta dificuldades. Enquanto parte das lavouras evolui normalmente, áreas do Oeste e Sudoeste registram colheita lenta e perdas significativas de qualidade em função das chuvas durante a maturação. Em alguns casos, temporais com granizo provocaram perda total de lavouras.

Entre as culturas de inverno, cevada, aveia e triticale apresentam desenvolvimento considerado satisfatório, favorecido pela umidade do solo e pelo monitoramento fitossanitário. O sorgo também evolui normalmente, sem registros relevantes de pragas ou doenças.

A colheita do café avança nas regiões Norte e Noroeste, beneficiada pelo tempo firme, que favorece tanto os trabalhos em campo quanto a secagem dos grãos. Na cana-de-açúcar, as operações de colheita e manejo foram retomadas após interrupções provocadas pelas chuvas.

O boletim também registra danos pontuais provocados por temporais e granizo em hortaliças e pomares, com destruição de estruturas protegidas, perdas em lavouras de tomate e queda de árvores. Na mandioca, produtores têm reduzido o ritmo da colheita diante dos baixos preços, enquanto na batata a segunda safra apresenta boas condições de desenvolvimento. Já as operações de silvicultura sofreram paralisações em algumas regiões devido às dificuldades de tráfego nas estradas rurais, e as pastagens mantêm desenvolvimento satisfatório em razão da boa umidade do solo.

Compartilhar

Newsletter Cultivar

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura

acessar grupo whatsapp