Exportações do agro registram recuo em janeiro de 2026

Resultado apresenta queda de 2,2% na comparação anual

18.02.2026 | 16:34 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações do Itaú BBA

As exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 10,7 bilhões em janeiro de 2026, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Itaú BBA no relatório Radar Agro de fevereiro. O resultado representa queda de 23% em relação a dezembro de 2025 e recuo de 2,2% na comparação com janeiro do ano passado.

Apesar do desempenho agregado negativo, o complexo soja se destacou no mês, tanto em volume quanto em preços.

Complexo soja avança em volume e receita

Os embarques de soja em grão somaram 1,9 milhão de toneladas, alta de 75% frente a janeiro de 2025. O preço médio subiu 9,2%, para US$ 442,8 por tonelada.

No farelo de soja, as exportações também alcançaram 1,9 milhão de toneladas, crescimento de 13% na comparação anual, com preços estáveis em US$ 356 por tonelada. Já o óleo de soja registrou embarques de 146 mil toneladas, avanço de 66%, enquanto o preço médio subiu 7%, para US$ 1.101,4 por tonelada.

No total, o complexo soja gerou receita de US$ 1,66 bilhão em janeiro.

Carnes mantêm ritmo positivo

As proteínas animais também apresentaram desempenho positivo no início do ano. As exportações de carne bovina in natura alcançaram 231,8 mil toneladas, alta de 29% frente a janeiro de 2025.

Os embarques de carne de frango in natura somaram 396 mil toneladas, crescimento de 3,7% na mesma base de comparação. Já a carne suína in natura registrou 100 mil toneladas exportadas, avanço de 14% na comparação anual.

Sucroenergético recua com pressão nos preços

No setor sucroenergético, o etanol registrou forte retração. As exportações totalizaram 44 mil metros cúbicos, queda de 76% frente a janeiro de 2025. O preço médio recuou 3%, para US$ 543,8 por metro cúbico.

Os embarques de açúcar VHP somaram 1,6 milhão de toneladas, redução de 2%, com preço médio de US$ 357,8 por tonelada — desvalorização de 25% na comparação anual.

O açúcar refinado também apresentou queda de 2,4% nos volumes, com 323 mil toneladas exportadas. O preço médio ficou em US$ 373,1 por tonelada, 30% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Algodão recua e milho avança

As exportações de algodão em pluma atingiram 317 mil toneladas, retração de 24% frente a janeiro de 2025. Os preços médios caíram 10% na mesma comparação, para US$ 1.543,5 por tonelada.

Em sentido oposto, os embarques de milho alcançaram 4,2 milhões de toneladas, alta de 18% na comparação anual, com preços estáveis em US$ 218,7 por tonelada.

O desempenho do mês indica um início de ano marcado por recomposição de volumes em algumas cadeias, especialmente soja e carnes, enquanto segmentos como açúcar, etanol e algodão enfrentaram pressão de preços e retração nos embarques.

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