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A Monsanto anunciou acordo coletivo nos Estados Unidos para encerrar ações atuais e futuras relacionadas ao herbicida Roundup. A proposta busca resolver alegações de linfoma não Hodgkin ligadas ao produto. O acordo prevê até US$ 7,25 bilhões em pagamentos ao longo de 21 anos.
Escritórios de advocacia que representam os autores protocolaram pedido de aprovação preliminar na Corte do Circuito da Cidade de St. Louis, no Missouri. A empresa vinculou o acordo à revisão do caso Durnell pela Suprema Corte dos Estados Unidos. A companhia considera as duas frentes necessárias para conter o contencioso.
A Monsanto realizará pagamentos anuais decrescentes e limitados por até 21 anos após aprovação judicial. O modelo prevê maior previsibilidade financeira para demandas atuais e futuras.
A empresa também fechou acordos confidenciais em outros processos envolvendo Roundup. A companhia firmou entendimentos sobre oito veredictos remanescentes ligados a PCBs no estado de Washington. A Monsanto já havia resolvido casos ambientais sobre PCBs nos estados de Illinois e West Virginia.
O CEO da Bayer, Bill Anderson, enfatizou que o caso é maior do que apenas um produto, pois afeta a regulamentação de tecnologias agrícolas nos EUA, o que é vital para o futuro da agricultura americana e os preços dos alimentos.
As resoluções elevaram as provisões para litígios de 7,8 bilhões de euros, posição de 30 de setembro de 2025, para 11,8 bilhões de euros. O montante inclui 9,6 bilhões de euros relacionados ao glifosato. A Bayer projeta desembolsos de cerca de 5 bilhões de euros em 2026. A empresa prevê fluxo de caixa livre negativo no ano.
A companhia assegurou financiamento imediato por meio de linha de crédito bancária de US$ 8 bilhões. A estrutura final deve incluir emissão de títulos seniores e instrumentos com reconhecimento de capital por agências de rating. A empresa não prevê aumento de capital autorizado.
A Monsanto declarou que adota as medidas para conter o litígio. Os acordos não incluem admissão de responsabilidade. A empresa citou avaliações de reguladores como a EPA dos Estados Unidos e órgãos da União Europeia. Esses órgãos mantêm conclusão de que herbicidas à base de glifosato podem ter uso seguro e não apresentam carcinogenicidade.
A Suprema Corte dos Estados Unidos aceitou revisar o caso Durnell. A análise envolve discussão sobre possível prevalência da legislação federal sobre ações estaduais baseadas em falha de advertência em rótulos. A empresa avalia que decisão favorável pode limitar ações presentes e futuras com base em advertências estaduais.
O acordo coletivo cobre autores que alegam exposição ao Roundup antes de 17 de fevereiro de 2026. O programa inclui pessoas com diagnóstico atual de linfoma não Hodgkin. O modelo também contempla diagnósticos recebidos até 16 anos após aprovação final do acordo.
O novo programa prevê compensação de longo prazo com administração profissional de reivindicações. A proposta substitui modelo anterior apresentado em 2020, que previa duração de quatro anos e painel científico para litígios futuros.
A Bayer transferiu a divulgação dos resultados financeiros de 2025 e do guidance de 2026 para 4 de março. A mudança reflete a incorporação dos acordos nas demonstrações financeiras.
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