Renato Guimarães anuncia saída da FMC
Executivo encerra ciclo de quase três anos e avalia atuação executiva e em conselhos
O vazio sanitário do algodão começa em 20 de setembro em Minas Gerais e segue até 20 de novembro. A Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) orienta os cotonicultores a eliminarem as plantas vivas de algodão de suas propriedades, conforme determina a legislação. Os produtores devem cumprir a medida, independentemente do porte da propriedade. O objetivo é interromper o ciclo do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), principal praga da cultura.
A obrigatoriedade foi estabelecida pela Instrução Normativa Mapa nº 44, publicada em 29 de julho de 2008, que instituiu o Programa Nacional de Controle do Bicudo-do-Algodoeiro (PNCB) e vigora em Minas Gerais, em regras atuais, por meio da Portaria IMA n.º 1.884 de 23 de novembro de 2018. A legislação estadual admite um calendário diferente apenas para áreas irrigadas localizadas abaixo de 600 metros de altitude. Nesses casos, o vazio ocorre de 30 de outubro a 30 de dezembro.
A retirada das plantas vivas elimina o principal hospedeiro do bicudo durante a entressafra. Sem alimento e local para reprodução, a população do inseto tende a diminuir, o que retarda sua ocorrência no ciclo seguinte e reduz as intervenções no início da safra.
"O vazio sanitário é uma ação de defesa complementar a todo o manejo já existente. A praga continuará existindo, mas, com a medida, ela reaparece de forma mais tardia e com menor incidência na safra seguinte. Dessa maneira, o produtor tem o manejo facilitado, com menos de custos no controle", afirma o engenheiro agrônomo Paulo Fiorini, coordenador do Grupo de Estudos do Algodão Mineiro (GEAM), grupo consultivo da Amipa.
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