PR Safra 2026/27: chuvas dificultam o plantio da soja
Excesso de umidade limita operações no campo, atrasa a semeadura da soja e compromete a classificação comercial de culturas
A semeadura da soja para a safra 2026/27 alcançou 15,6% dos 49,3 milhões de hectares estimados para o cultivo no Brasil. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou, no início desta semana, o Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras até 11 de outubro.
As condições climáticas seguem influenciando o ritmo dos trabalhos nas principais regiões produtoras. Em Mato Grosso, mais de um quarto da área prevista já foi semeada, com chuvas e umidade do solo favorecendo o avanço das operações. Em Mato Grosso do Sul, por outro lado, as precipitações limitam o plantio, embora contribuam para recuperar a umidade do solo na região norte do estado.
Em Goiás, a semeadura ganhou ritmo nas regiões Sul e Sudoeste, beneficiada pelas chuvas e pelas condições de umidade do solo. Nas demais regiões, a irregularidade das precipitações mantém o avanço mais lento. O plantio se aproxima de 10% da área prevista no estado.
Na Bahia, os trabalhos começaram nas áreas de manejo irrigado. Em Minas Gerais, a semeadura permanece em fase inicial. No Paraná, as operações avançam, favorecidas pelas chuvas recentes e pelo planejamento dos produtores.
Em Santa Catarina, o plantio progrediu no Extremo Oeste, Oeste e Meio-Oeste, enquanto o Sul do estado permanece em vazio sanitário. No Pará e no Tocantins, a semeadura ainda é incipiente. Já no Rio Grande do Sul, em São Paulo, no Maranhão e no Piauí, os trabalhos ainda não começaram.
A semeadura do milho de primeira safra 2026/27 alcançou 33,5% da área prevista no país. No Rio Grande do Sul, os produtores realizaram os principais tratos culturais nas áreas em que a umidade do solo permitiu. O plantio continua nas regiões de cultivo mais tardio. Granizo, vendavais e chuvas intensas provocaram danos pontuais, enquanto as baixas temperaturas e a pouca radiação solar retardam o desenvolvimento das lavouras.
No Paraná, a maior parte das áreas apresenta boas condições, e a semeadura está avançada, favorecida pelas precipitações recentes. Em algumas regiões, porém, a elevada umidade e a baixa luminosidade podem prolongar o ciclo da cultura e alterar a janela de plantio da segunda safra.
Em Santa Catarina, a semeadura se aproxima da conclusão, com maior avanço no Oeste e no Extremo Oeste. A umidade favorece as áreas com boa drenagem, mas as chuvas recorrentes dificultam o manejo fitossanitário.
Em Minas Gerais, o plantio começou principalmente nas áreas irrigadas e naquelas que receberam volumes adequados de chuva. Em Goiás, a semeadura ocorre de forma pontual na região Leste, enquanto, na Bahia, os trabalhos começaram no Oeste do estado.
No Maranhão, no Pará, no Piauí e em São Paulo, a semeadura do milho de primeira safra ainda não foi iniciada.
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