Bayer destaca inovação e sustentabilidade do algodão brasileiro

No Congresso Internacional Brasil 2026, empresa aborda qualidade da fibra, novas aplicações industriais e redução de emissões

13.10.2026 | 15:35 (UTC -3)
Amanda Barreto

A inovação no campo é um dos caminhos para impulsionar a qualidade do algodão e alinhar a produção agrícola às crescentes demandas da indústria têxtil e de confecção por matérias-primas mais sustentáveis e funcionais. Essa discussão estará em pauta no Congresso Internacional Brasil 2026, realizado em Fortaleza (CE), nos dias 14 e 15 de outubro, com o tema “Futuro em Movimento: Transformação, Inovação e Novas Realidades”. A Bayer participa do evento com soluções para a produção do algodão, além de reforçar o papel estratégico do país no mercado global e apresentar novas possibilidades de uso da fibra na indústria.

O algodão brasileiro ganha cada vez mais destaque no mercado global. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê a produção de mais de 4,1 milhões de toneladas de pluma na safra 2025/26, o que mantém o país na liderança das exportações mundiais. “O Brasil alia eficiência e alta qualidade no cultivo do algodão. Produzimos uma fibra de excelência e ocupamos uma posição privilegiada ao unir escala e tecnologia na cotonicultura. A Bayer apoia essa evolução ao trabalhar com um portfólio sob medida para dar suporte ao produtor em todas as etapas do plantio”, afirma o diretor de Negócios de Algodão da Bayer, Fernando Prudente (na foto).

Mais do que uma escolha para o vestuário, a ciência comprova que o algodão oferece vantagens funcionais superiores no setor de roupas esportivas. Um estudo da Universidade de Ghent, na Bélgica, publicado no periódico Applied and Environmental Microbiology, comprovou que roupas de ginástica em poliéster favorecem a proliferação da bactéria responsável pelo odor desagradável do suor, enquanto o algodão inibe essa proliferação e previne o mau cheiro.

Já na área da saúde, especialistas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomendam o uso de peças íntimas de algodão devido à sua capacidade de permitir a circulação de ar e a respirabilidade da pele para prevenir infecções e odores.

“Além de ser uma matéria-prima essencial para a confecção de roupas, o algodão possui características únicas de conforto, respirabilidade, renovabilidade e biodegradabilidade. Paralelamente à sustentabilidade da fibra, o setor pode explorar novas possibilidades de uso e agregar funcionalidade e inovação tecnológica às peças”, acrescenta o diretor de Negócios de Algodão da Bayer.

No campo da tecnologia médica, um estudo publicado no jornal Advanced Functional Materials aponta o desenvolvimento de um curativo feito com fibras de algodão que libera medicamentos de forma controlada para acelerar a regeneração de feridas na pele. E o aproveitamento do algodão se estende ainda à produção de óleo comestível, cosméticos, ração animal, fertilizantes e biodiesel; uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis que ajuda a diminuir as emissões de carbono no setor de transportes.

“Reforçamos os diferenciais socioambientais do algodão brasileiro. Mais de 90% da produção é cultivada em regime de sequeiro, e a maior parte da produção nacional é certificada. Por meio da plataforma PRO Carbono da Bayer, é possível identificar as emissões de CO₂ nas lavouras e orientar ajustes de manejo para reduzi-las”, explica Fernando Prudente. “Para aproximar o campo do consumidor final, apoiamos iniciativas como o movimento Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, que promove o consumo consciente e valoriza a matéria-prima brasileira ao incentivar peças com, no mínimo, 70% da fibra natural em sua composição”, pontua.

Como parte da programação do Congresso, Prudente participará do painel "O Futuro das Fibras", ao lado de representantes da cadeia, para debater o papel do algodão em um mercado global cada vez mais exigente em sustentabilidade e rastreabilidade. “As transformações que deverão moldar o mercado de fibras nos próximos anos estarão em pauta, bem como a busca por matérias-primas mais sustentáveis e o desenvolvimento de fibras funcionais”, conclui o executivo da Bayer. 

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