FMC pede registro do herbicida rimisoxafen no Brasil

Ingrediente ativo atua nos Grupos 12 e 32 e mira plantas daninhas resistentes em soja e milho

28.09.2026 | 17:56 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações da FMC

A FMC Corporation informou que protocolou o dossiê regulatório e pediu registro da molécula rimisoxafen junto às autoridades brasileiras. Trata-se da segunda submissão regulatória global do ingrediente ativo. A companhia havia encaminhado a documentação à Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, a EPA, em julho de 2026. O herbicida ainda não possui registro para venda ou uso no Brasil ou em outros países.

O rimisoxafen apresenta dois modos de ação em uma única molécula. O Herbicide Resistance Action Committee (HRAC) enquadrou o ingrediente nos Grupos 12 e 32. A classificação envolve a inibição simultânea da fitoeno dessaturase (PDS) e da solanesil difosfato sintase (SDPS). O comitê concedeu a classificação em fevereiro de 2026.

A submissão brasileira direciona a tecnologia para um dos principais mercados mundiais de soja e milho. Dados apresentados pela FMC apontam cerca de cinquenta milhões de hectares cultivados com soja e mais de vinte milhões de hectares com milho no país. A empresa relaciona o desenvolvimento da molécula ao avanço da resistência de plantas daninhas de folhas largas nessas culturas.

Alvos citados

Entre os alvos citados aparecem Amaranthus hybridus e Amaranthus palmeri. Segundo a FMC, populações de Amaranthus hybridus desenvolveram resistência ao glifosato e a inibidores da acetolactato sintase (ALS). A companhia também destaca Amaranthus palmeri, planta daninha quarentenária regulamentada no Brasil, como ameaça crescente à produtividade agrícola. Ensaios de campo conduzidos pela empresa indicaram atividade do rimisoxafen sobre plantas daninhas de sementes pequenas e sobre populações resistentes a outros herbicidas.

O mecanismo envolve dois processos metabólicos distintos. A fitoeno dessaturase participa da biossíntese de carotenoides. A solanesil difosfato sintase integra a via de síntese da ubiquinona. A Revista Cultivar informa confirmação desse mecanismo por ensaios enzimáticos in vitro, estudos em plantas e experimentos com mutagênese e linhagens transgênicas. O posicionamento técnico considera o rimisoxafen uma ferramenta para manejo integrado da resistência, com uso residual e aplicações em pré-emergência ou pós-emergência inicial.

Novos ingredientes

O rimisoxafen integra a sequência de novos ingredientes herbicidas levados pela FMC ao processo regulatório brasileiro. A empresa já havia avançado no país com isoflex e dodhylex. Segundo a companhia, pedidos referentes às formulações comerciais de rimisoxafen deverão acompanhar o andamento da avaliação regulatória. Os prazos e resultados dependem da análise e das aprovações das autoridades competentes.

A FMC mantém também um acordo de fornecimento e licença coexclusiva com a Corteva para a tecnologia rimisoxafen nos mercados de milho e soja das Américas do Norte e do Sul. O acordo, anunciado em junho de 2026, prevê o desenvolvimento e a comercialização de formulações próprias por cada companhia. A FMC mantém os direitos de propriedade sobre a molécula e fornece o ingrediente ativo à Corteva.

Saiba mais sobre rimisoxafen clicando aqui.

Compartilhar

Newsletter Cultivar

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura

acessar grupo whatsapp