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A Vylor mudou o plano para negociação de suas ações antes da separação da Corteva e atualizou a referência usada em sua futura política de dividendos. O documento final de informações, datado de 24 de setembro, também revela a transferência de aproximadamente US$ 3,078 bilhões da Pioneer Hi-Bred International (PHI) para a EIDP desde julho. A cisão permanece prevista para 1º de outubro.
A principal mudança envolve o período entre a data de registro dos acionistas e a distribuição das ações. A Vylor informa agora que não espera negociação de suas ações no regime “when-issued” antes da distribuição. Também não prevê mercado “ex-distribution” para as ações da Corteva nesse intervalo. As ações da Vylor devem iniciar negociação regular na Bolsa de Nova York em 1º de outubro, sob o código VYLR.
A nova redação modifica o cronograma divulgado anteriormente. Em 15 de setembro, a Revista Cultivar informou que a companhia previa operações condicionais após a data de registro dos acionistas e antes da distribuição.
Pelo documento final, quem vender ações da Corteva até o último pregão anterior à distribuição também venderá o direito de receber os papéis da Vylor. A estrutura elimina, portanto, a expectativa de mercados separados para negociar antecipadamente os direitos vinculados à cisão.
Outro avanço ocorreu no processo regulatório. A SEC declarou efetivo em 24 de setembro o registro apresentado pela Vylor. O information statement deixou a condição preliminar e ganhou versão final na mesma data. A empresa espera concluir a distribuição antes das 9h30, horário de Nova York, em 1º de outubro.
Cada acionista registrado da Corteva ao fechamento de 24 de setembro terá direito a uma ação da Vylor para cada ação da Corteva. A negociação regular dos papéis VYLR deve começar no mesmo dia da distribuição. Essas condições básicas já apareciam em documentos anteriores e foram abordadas pela Revista Cultivar em 15 de setembro.
O documento final também consolida uma mudança na referência para a política de dividendos da futura companhia. A Vylor pretende iniciar pagamentos trimestrais no quarto trimestre de 2026. A meta agora corresponde a aproximadamente 15% do fluxo de caixa operacional anual. A companhia espera ampliar esse montante conforme o crescimento dos resultados.
A Revista Cultivar havia informado em 15 de setembro, com base na documentação disponível naquele momento, uma referência equivalente a aproximadamente 15% do lucro líquido anual.
Fluxo de caixa operacional e lucro líquido representam medidas financeiras diferentes. O pagamento continuará sujeito à decisão do conselho de administração independente da Vylor. A companhia também cita situação financeira, necessidade de capital, acesso ao mercado, obrigações da dívida e exigências legais entre os fatores considerados para definir os dividendos.
A documentação acrescenta detalhes sobre a movimentação financeira realizada antes da separação. Entre 1º de julho e a data do documento final, a PHI transferiu aproximadamente US$ 3,078 bilhões em dinheiro para a EIDP em antecipação à cisão.
A administração ainda calcula uma transferência adicional entre US$ 726 milhões e US$ 776 milhões antes da conclusão da operação. Esse segundo valor já havia sido informado pela Revista Cultivar em 15 de setembro. Na ocasião, a reportagem também mostrou a projeção de US$ 1,1 bilhão em caixa após a separação e empréstimos estimados em US$ 5,668 bilhões.
O documento agora permite acompanhar a execução dessa reorganização. Dos US$ 5,668 bilhões em empréstimos projetados para a data da cisão, US$ 3,143 bilhões correspondem a obrigações de curto prazo e US$ 2,525 bilhões a dívidas de longo prazo. A parcela de longo prazo deve incluir US$ 1,425 bilhão em notas emitidas em operações de troca e US$ 1,1 bilhão em outras dívidas, incluindo títulos com vencimento em 2031 e 2036.
A Vylor também dispõe de uma linha de crédito rotativo sem garantia de até US$ 3 bilhões com prazo de cinco anos, outra de US$ 1,5 bilhão com prazo de 364 dias e uma linha de empréstimo a prazo com saque diferido de até US$ 2,75 bilhões. Os valores representam limites de financiamento e não significam utilização integral dessas linhas.
O documento final mantém as principais linhas estratégicas já divulgadas pela companhia. Em 21 de setembro, a Revista Cultivar mostrou o plano de colocar entre 200 e 300 novos híbridos e variedades no mercado por ano. A empresa também pretende alcançar US$ 1 bilhão em receita líquida anual de royalties até 2035 e ampliar o licenciamento de germoplasma e características genéticas.
Na soja, a Revista Cultivar publicou em 15 de setembro os planos para quatro plataformas tecnológicas até meados da próxima década. O programa inclui tolerância a herbicidas, controle de insetos e resistência a doenças, com foco também na América Latina.
No mesmo 15 de setembro, a Revista Cultivar detalhou o projeto de trigo híbrido Xpedite. A Vylor planeja o primeiro lançamento comercial na América do Norte no fim de 2027 e projeta receitas de US$ 500 milhões com trigo em 2035 e de US$ 1 bilhão em 2040.
O documento final também não apresenta novas versões dos principais acordos de propriedade intelectual e fornecimento de produtos para tratamento de sementes analisados pela Revista Cultivar em 15 de agosto. Esses instrumentos preveem licenças cruzadas, regras para tecnologias compartilhadas, fornecimento, compras mínimas e determinadas obrigações de exclusividade entre as futuras empresas.
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