Manejo de abelhas nativas eleva produtividade da acerola no Semiárido
Pesquisa da Embrapa indica que ninhos-armadilha e oferta de flores ampliam frutificação no Vale do São Francisco
Durante a Reunião de Oficiais Superiores da 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, o Subdiretor-Geral e Representante Regional, René Orellana Halkyer, apresentou os resultados do biênio 2024-2025. A região soma quatro anos consecutivos de queda da fome e da insegurança alimentar. Ainda assim, mais de 33 milhões de pessoas passam fome. Uma em cada quatro enfrenta insegurança alimentar moderada ou grave. Cerca de 182 milhões não conseguem pagar por uma dieta saudável.
Segundo Orellana, a FAO direcionou ações para consolidar marcos normativos, fortalecer capacidades institucionais e impulsionar investimentos voltados à transformação estrutural dos sistemas agroalimentares.
No eixo de melhor produção, a cooperação técnica ampliou a gestão sustentável de solos, o uso responsável de insumos e a agricultura resiliente ao clima. Mais de 8 mil agricultores participaram do Programa Mundial de Doutores do Solo, ativo em 11 países.
Em melhor nutrição, países atualizaram o Plano de Segurança Alimentar, Nutrição e Erradicação da Fome da CELAC 2030. Também avançaram em políticas de nutrição, alimentação escolar e geração de dados.
Na agenda ambiental, a FAO apoiou conservação da biodiversidade, neutralidade da degradação das terras e ação climática. O biênio registrou mobilização de US$ 158,5 milhões em financiamento ambiental e climático.
No eixo vida melhor, a Iniciativa De Mãos Dadas estruturou programas de investimento em 15 países e três sub-regiões. A carteira alcançou US$ 2,94 bilhões. A mobilização somou US$ 1,75 bilhão. A organização apoiou ainda acesso a US$ 400 milhões em contribuições voluntárias e US$ 900 milhões em cofinanciamento.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura