Organomineral exige ajuste fino na aplicação
Alta nos preços e volume recorde de fertilizantes reforçam busca por eficiência operacional na fazenda
O avanço da colheita da soja pressiona os preços do frete nas principais rotas monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produção da oleaginosa pode alcançar 178 milhões de toneladas. A retirada do grão das fazendas amplia a demanda por transporte. O escoamento do milho também ganha força para liberar armazéns.
Segundo o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, o movimento acompanha a sazonalidade. Janeiro e fevereiro concentram grande parte da colheita. A entrada de safra volumosa amplia a procura por caminhões e expõe limitações na oferta.
Em Mato Grosso, principal produtor de grãos, janeiro concentrou a colheita de um terço da soja. Fevereiro pode reunir volume próximo de 50 milhões de toneladas. A elevada oferta de milho do ciclo passado também pressiona o sistema. Soja e milho disputam transporte e espaço nos corredores logísticos.
Em Mato Grosso do Sul, a demanda por frete seguiu firme. Exportações e retomada de compras internas sustentaram a movimentação. No Distrito Federal, janeiro registrou aumentos generalizados frente a dezembro, impulsionados por custos mais altos e demanda tradicionalmente forte.
No Piauí, o mercado apresentou pouca movimentação. A redução no escoamento de milho e soja limitou a procura. Ainda assim, as principais rotas registraram alta média de 15% ante dezembro. A colheita recém-iniciada pode aquecer o mercado nos próximos dias.
No Paraná, a demanda oscilou. As variações refletiram características regionais e disponibilidade de cargas de retorno. Em Goiás, o atraso no ciclo da soja limitou a colheita a 2% da área até o fim de janeiro. A produtividade alcança 3.858 kg/ha. A concentração da colheita após 20 de fevereiro pode intensificar a pressão logística.
Bahia e Maranhão mantiveram estabilidade nas principais praças. No Maranhão, pequenas oscilações acompanharam a estabilização do diesel, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em São Paulo, janeiro registrou queda nos fretes diante da demanda fraca. A soja pode reverter o movimento a partir de fevereiro.
As exportações de milho somaram 4,2 milhões de toneladas em janeiro, ante 3,6 milhões no mesmo mês de 2025. O Arco Norte respondeu por 44,7% dos embarques. O porto de Santos movimentou 36,9%. Paranaguá participou com 10,4%. São Francisco do Sul registrou 1,4%.
A soja alcançou 1,8 milhão de toneladas exportadas. Santos liderou com 35,3%. Paranaguá respondeu por 34%. O Arco Norte escoou 25,3%. São Francisco do Sul participou com 5,4%.
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