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Compostos orgânicos voláteis produzidos por Bacillus velezensis CT32 reduziram o crescimento e a patogenicidade de Botrytis cinerea, agente do mofo-cinzento em morangos. A pré-exposição do fungo aos voláteis diminuiu em 51,35% a incidência da doença nos frutos. O crescimento micelial caiu 43,17% em ensaios in vitro.
Pesquisadores identificaram 30 compostos voláteis produzidos pela bactéria. Aldeídos responderam por 50,32% da abundância relativa. Álcoois somaram 24,31% e cetonas, 11,28%. O dodecanal predominou na mistura, com 48,56%.
A exposição alterou a estrutura das hifas de Botrytis cinerea. A microscopia revelou superfícies rugosas, deformadas, colapsadas e rompidas. A análise transcriptômica detectou 2.328 transcritos com expressão diferencial. Desse total, 1.171 apresentaram redução na expressão.
Os voláteis reduziram a expressão de genes associados à patogenicidade de Botrytis cinerea. O efeito atingiu genes ligados à síntese das fitotoxinas botridial e ácido botcínico, além de genes relacionados à degradação da parede celular vegetal.
O tratamento também afetou vias do metabolismo de carboidratos e aminoácidos, proteassoma e autofagia. Todos os 23 genes relacionados à autofagia avaliados apresentaram tendência de redução na expressão. Ensaios de fluorescência e microscopia eletrônica não detectaram estruturas autofágicas nos micélios expostos, mesmo sob privação de nitrogênio.
Segundo o estudo, a ação antifúngica envolve vários compostos e alvos celulares. Os resultados indicam potencial dos voláteis de Bacillus velezensis CT32 para uso futuro em biofumigação no manejo pós-colheita do mofo-cinzento em morangos (doi 10.3390/jof12100731).
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