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Com uma safra de cerca de 15 milhões de toneladas de grãos e fibras sendo concluída e o início de um novo ciclo no horizonte, o Oeste da Bahia entra em um período de intensa movimentação de cargas, máquinas, insumos e trabalhadores nas rodovias. Para acompanhar esse fluxo e reforçar a segurança de produtores e ativos da atividade agrícola, foi lançada nesta quarta-feira (30/9), em Luís Eduardo Magalhães, a 13ª Operação Safra 2026/2027, com participação da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abapa), da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e do setor produtivo.
Presente desde a primeira edição, em 2014, a Abapa destacou a integração entre produtores e Poder Público como fundamental para garantir segurança à atividade.“Chegamos até aqui porque entendemos que esperar não era uma opção. Buscamos tecnologia, inovação e, principalmente, parcerias. A Operação Safra é uma demonstração de que essa união funciona”, afirmou Alessandra Zanotto Costa, presidente da entidade.
Nesta safra, a Bahia deve produzir cerca de 1 milhão de toneladas de algodão em mais de 400 mil hectares, quase metade deles irrigados. Para ela, a dimensão da produção e as características da agricultura tropical tornaram a segurança parte da própria estrutura produtiva. “É garantir que tudo aquilo que é necessário para produzir chegue à propriedade e possa circular. Não há como produzir no Brasil sem estes insumos, e o seu alto valor monetários os torna atraentes para criminosos”, explica a presidente da Abapa. Ela afirma que o alcance da operação vai além das propriedades rurais. “A iniciativa também protege os usuários das rodovias e a população dos municípios que estarão cobertos”, diz.
Nesta edição, a Operação Safra irá ampliar o uso de tecnologia no monitoramento das áreas rurais e rodovias. Prova disso são as antenas que propiciam internet em lugares remotos, que equipam as camionetes concedidas pela Aiba, assim como os smartphones. As equipes também passam a utilizar “bastões-vigia”, que registram data, horário e localização das visitas por meio de tags instaladas nas propriedades. A previsão inicial é atender 50 fazendas, com possibilidade de chegar a 300.
As câmeras instaladas nas rodovias permanecem integradas ao sistema, enquanto o aplicativo da Operação Safra, utilizado desde 2021, permite o mapeamento georreferenciado das propriedades e o acionamento rápido da Polícia Militar em situações de risco.
Segundo a PM, os índices de criminalidade na região tiveram redução de 85% ao longo dos 12 anos de atuação da Operação Safra. Para o comandante-geral da PM-BA, Cel. PM Antônio Carlos Silva Magalhães, a tecnologia amplia a capacidade de resposta das equipes. “Estamos acrescentando tecnologia em favor da segurança, com novas viaturas e antenas Starlink, que permitem comunicação por internet em diferentes pontos da região e do Estado. Também vamos ampliar o trabalho com drones e equipes em campo. Nosso objetivo é fazer uma operação eficiente, como foram as anteriores.”
Para o presidente da Aiba, Moisés Schmidt, a iniciativa também fortalece a articulação entre as instituições. “São operações como essas que realmente dão sustentação, aproximam a sociedade civil, o Governo do Estado, a segurança pública e os municípios aqui envolvidos.”
Na Operação Safra 2025/2026, foram realizadas 8.773 visitas, com abordagem de 15.824 pessoas, 7.187 estabelecimentos e cerca de 6 mil veículos. As ações resultaram em 64 autuações de trânsito, além da apreensão de oito armas de fogo e três armas brancas, duas conduções à delegacia, um cumprimento de mandado de prisão e uma prisão em flagrante.
Para Alessandra, os resultados mostram que o alcance da operação vai além da produção rural. “Apesar do nome Operação Safra, esta não é uma operação que beneficia apenas o produtor rural. Quando protegemos as estradas, combatemos o roubo de cargas e ampliamos a presença das forças de segurança, quem ganha é toda a sociedade. Ganha o trabalhador, a família, o comércio, as empresas, os transportadores e todos que ajudam a movimentar a economia do Oeste da Bahia.”
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