RS Safra 2025/26: chuvas reduzem perdas na soja e no milho
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A síndrome da murcha da cana-de-açúcar (SMC) provoca perdas de até 60% em áreas comerciais e amplia a preocupação no setor sucroenergético. A incidência alcança 60% em determinadas lavouras. A doença compromete a produtividade e a qualidade tecnológica da matéria-prima.
Em experimentos de campo, pesquisadores registraram redução de até 40% na produtividade. Em áreas comerciais, relatos apontam perdas de até 60%, segundo Laudecir Lemos Raiol Júnior, do Centro de Pesquisa em Engenharia – Fitossanidade em Cana-de-Açúcar (Cepenfito), da Unesp.
A estimativa dos prejuízos considera o número de colmos secos ou murchos por metro linear. O método permite mensurar o impacto direto na produção.
Os reflexos atingem a indústria. Colmos em estágios iniciais ou intermediários de murchamento apresentam altas cargas de leveduras e bactérias. O quadro eleva a acidez do caldo, reduz a eficiência fermentativa e amplia o consumo de insumos no controle de contaminação.
Entre os sintomas mais frequentes surgem descoloração da casca e perda da camada de cera. Internamente, os colmos exibem coloração marrom glacê, escurecimento nos nós e odor semelhante ao de fermentação azeda. A evolução culmina em apodrecimento, seca e murchamento.
A ocorrência cresce em canaviais próximos ao fim do ciclo, período com déficit hídrico mais acentuado e início da senescência. Temperaturas elevadas, ataque de pragas, outras doenças e alto grau de maturação favorecem o avanço da síndrome.
Para mitigar perdas, especialistas recomendam treinamento de equipes para identificar sintomas, monitoramento contínuo e, em casos de alta incidência, antecipação da colheita quando houver viabilidade operacional.
O Cepenfito conduz estudos para caracterizar causas e agentes associados, além de avaliar ferramentas espectrais para detecção precoce e analisar a suscetibilidade de clones e variedades.
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