Agrodefesa destrói 350 mudas com cancro-cítrico em Itumbiara

Laboratório federal confirma presença da bactéria Xanthomonas citri

26.02.2026 | 16:33 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações da Agrodefesa

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) apreendeu e destruiu 350 mudas de citros contaminadas com cancro-cítrico em Itumbiara, no sul de Goiás. A ação ocorreu após confirmação laboratorial da presença da bactéria Xanthomonas citri subsp. citri. As mudas não tinham documentação.

Fiscais identificaram o material durante vistoria técnica em viveiros revendedores e floriculturas para renovação de cadastro. As equipes coletaram amostras de folhas e enviaram à Gerência de Sanidade Vegetal da Agrodefesa. O material seguiu para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA/GO), que confirmou a presença do agente causador da doença.

A legislação fitossanitária prevê a destruição para impedir a disseminação da praga e proteger a citricultura comercial e áreas urbanas, chácaras e quintais. O cancro-cítrico, praga quarentenária, atinge todas as variedades de citros. A doença provoca desfolha, queda prematura de frutos, redução da produtividade e perda de qualidade.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, afirmou que a eliminação das mudas infectadas impede a propagação da doença e preserva a produção goiana.

O coordenador da Unidade Regional Rio Paranaíba, Felipe Dantas, alertou que a principal forma de disseminação ocorre por mudas contaminadas. Chuvas, ventos, equipamentos, veículos e restos de colheita também espalham a bactéria. Ele orientou produtores a adquirir mudas apenas de viveiros certificados pela Agrodefesa e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

A coordenadora do Programa de Citros, Mariza da Silva Mendanha, informou que os sintomas surgem primeiro na face inferior das folhas. As lesões apresentam formato circular, relevo elevado e halo amarelado. Com a evolução, aumentam de tamanho, escurecem e atingem folhas, frutos e ramos.

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