FMC pede registro do herbicida rimisoxafen no Brasil
Ingrediente ativo atua nos Grupos 12 e 32 e mira plantas daninhas resistentes em soja e milho
O plantio da soja da safra 2026/27 avançou de forma mais intensa na última semana no Paraná. De acordo com o Boletim de Condições de Tempo e Cultivo, referente ao período de 22 a 28 de setembro e divulgado nesta terça-feira (29/9) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a melhora das condições de umidade e a abertura de períodos de tempo firme permitiram a retomada dos trabalhos no campo.
A semeadura apresenta diferentes níveis de avanço no estado, com áreas que ainda aguardam condições mais adequadas. Em algumas regiões, as atividades foram interrompidas em razão das chuvas recentes. Em outras, produtores optaram por postergar parte das operações.
Segundo o Deral, as lavouras já implantadas apresentam desenvolvimento inicial variável. Em algumas áreas, houve atraso na germinação e desaceleração do desenvolvimento em razão das baixas temperaturas e da predominância de dias nublados. Em outras, as plantas apresentam bom estabelecimento.
A ocorrência de granizo provocou danos pontuais, enquanto a umidade favoreceu a proliferação de plantas daninhas, exigindo intensificação dos manejos nas áreas ainda não semeadas.
O plantio do milho da safra 2026/27 também avançou em ritmos variados, com interrupções temporárias provocadas pelas chuvas e retomadas após a melhora das condições meteorológicas. O cenário é distinto entre as regiões: em algumas áreas, a semeadura está mais avançada, enquanto em outras permanece em fase inicial ou ainda há áreas remanescentes a serem implantadas.
Conforme o boletim, as lavouras já implantadas apresentam bom desenvolvimento nos locais beneficiados pelas precipitações recentes.
A colheita do milho segunda safra 2025/26 avançou para a fase final e alcançou 99%, aponta o Deral. As chuvas limitaram o ritmo das operações e contribuíram para a redução da produtividade na reta final em algumas regiões. No Oeste, a colheita está praticamente concluída, enquanto em outras áreas ainda depende de condições adequadas de umidade dos grãos.
A colheita da safra de inverno segue em andamento, apesar das interrupções provocadas pelas chuvas. No trigo, as atividades se aproximam da finalização. O excesso de precipitações durante o ciclo e no período de colheita prejudicou a qualidade e o rendimento do cereal. O Deral também registra relatos de brusone e outras doenças favorecidas pela elevada umidade.
Em algumas lavouras de trigo, houve ocorrência de giberela e dificuldades para a realização de pulverizações devido ao encharcamento do solo. O vento também foi um fator relevante durante o ciclo, provocando acamamento em determinadas áreas.
As lavouras ainda por colher permanecem sujeitas a perdas adicionais caso persistam as condições de elevada umidade.
Na cevada, o cenário é semelhante. O excesso de umidade ao longo do ciclo contribuiu para o aumento da ocorrência de doenças, enquanto os ventos provocaram acamamento em determinadas áreas. O Deral ainda deverá avaliar os possíveis impactos sobre a produtividade à medida que a colheita avança.
As lavouras de aveia, tanto branca quanto preta, encontram-se em fase final de ciclo, com a colheita condicionada à ocorrência de períodos de tempo mais seco. Em algumas regiões, a redução das chuvas permitiu a retomada das operações. Já o excesso de umidade e os ventos contribuíram para o aumento da incidência de doenças e para a ocorrência de acamamento, com possíveis reflexos sobre a produtividade.
O plantio do arroz pré-germinado avançou antes das últimas precipitações. Em boa parte das áreas destinadas à cultura, porém, a implantação encontra-se temporariamente interrompida em razão das condições de umidade.
O plantio do feijão da safra de verão está em fase inicial em parte do estado e deverá avançar com a manutenção de níveis adequados de umidade. Em algumas regiões, os produtores ainda aguardam períodos mais favoráveis para iniciar as operações. As lavouras já implantadas apresentam bom desenvolvimento, beneficiadas pelas chuvas recentes.
As lavouras de café recebem tratos culturais visando à próxima safra, incluindo podas, desbastes e esqueletamento.
A colheita da cana-de-açúcar segue em andamento em parte do estado, com rendimento superior ao registrado no ano passado.
As hortaliças foram afetadas por eventos climáticos severos em alguns municípios, com danos expressivos às lavouras e às estruturas de produção, especialmente estufas.
As chuvas também prejudicaram culturas de inverno em final de ciclo, como alface, camomila e repolho, aumentando o risco de perda do ponto ideal de colheita, depreciação da qualidade comercial e descarte da produção. Nas áreas em que as condições permaneceram favoráveis, as hortifrutigranjeiras seguem sendo colhidas e comercializadas normalmente.
As áreas de cebola seguem recebendo tratos culturais nas lavouras em desenvolvimento, embora as atividades de campo tenham sido realizadas apenas parcialmente em algumas regiões devido à alternância entre períodos de chuva e curtas janelas de tempo favorável.
A colheita da batata de segunda safra encontra-se praticamente finalizada em algumas regiões. Já as áreas de primeira safra apresentam bom vigor vegetativo, especialmente onde os solos são bem drenados e possuem maior teor de matéria orgânica.
A colheita da mandioca segue em andamento em algumas regiões, mas as precipitações interromperam temporariamente as operações e também a continuidade do plantio. Com a melhora das condições de campo, as atividades foram retomadas.
Em outras áreas, o plantio segue dentro das expectativas e é beneficiado pela umidade do solo. A área destinada ao plantio da próxima safra deverá apresentar redução, embora a manutenção de áreas destinadas ao segundo ciclo possa limitar a diminuição da área efetivamente colhida.
A cultura do morango apresenta perdas significativas em algumas áreas, associadas à elevada incidência de antracnose nos canteiros. O problema tem comprometido a produção ao longo do ano e representa um dos principais fatores de redução do desempenho da cultura nas regiões afetadas.
As pastagens apresentam, de modo geral, boa recuperação e disponibilidade de massa verde após as chuvas recentes, proporcionando condições favoráveis para o manejo e a alimentação dos rebanhos. Em diferentes regiões, a recuperação das áreas contribuiu para ampliar a oferta de alimento para bovinos e pequenos ruminantes.
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