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O avanço do etanol de milho e a resiliência da safra de milho diante das primeiras ondas de frio marcaram o 20º Boletim Conjuntural de 2026, divulgado hoje (14/05) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).
Segundo o relatório, o Brasil deverá produzir 40,69 bilhões de litros de etanol no ciclo 2026/27, volume 8,5% superior ao registrado na safra anterior. O crescimento é impulsionado principalmente pelo etanol de milho, cuja produção nacional está estimada em 11,43 bilhões de litros, alta de 12,3%. O combustível produzido a partir do cereal já representa mais de 28% da oferta brasileira de etanol — percentual que era de apenas 9% na safra 2020/21.
A produção de etanol à base de cana-de-açúcar também deve avançar. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta mais de 29,25 bilhões de litros, crescimento de 7,1% em relação ao ciclo anterior.
No Paraná, a produção de etanol de cana está estimada em 1,18 bilhão de litros, retração de 2,2% frente ao período passado. Em contrapartida, o etanol de milho deve registrar expansão expressiva de 71,1%, alcançando 31,54 milhões de litros.
De acordo com o analista de mercado do Deral, Edmar Wardensk Gervasio, o estado ainda possui participação modesta no cenário nacional, respondendo por cerca de 3% da produção brasileira de etanol, mas os investimentos em andamento indicam potencial de crescimento nos próximos anos.
“O Paraná ainda não possui um polo consolidado de produção de etanol de milho, mas há investimentos relevantes em andamento e a expectativa é de que o Estado passe a figurar entre os principais produtores nacionais”, aponta o boletim.
O documento também destaca a mudança no mapa da produção nacional. Com o avanço do etanol de milho, o Centro-Oeste superou o Sudeste nas últimas safras e passou a liderar a produção brasileira de etanol. Individualmente, São Paulo permanece como maior produtor nacional, enquanto Mato Grosso concentra cerca de 62% da produção de etanol de milho do país.
O boletim também avaliou as condições da segunda safra de milho no Paraná. Apesar da ocorrência de geadas isoladas e da queda nas temperaturas nos últimos dias, o Deral informa que, até o momento, não foram registrados impactos significativos nas lavouras.
Atualmente, 4% da área cultivada está em fase de maturação, estágio em que as plantas deixam de apresentar risco relacionado ao frio. Os outros 96% ainda permanecem suscetíveis às geadas, embora o risco tenda a diminuir com o avanço do desenvolvimento das lavouras.
A previsão climática para os próximos 15 dias indica chuvas em boa parte do estado e temperaturas mínimas acima de 8°C nas principais regiões produtoras, cenário que reduz a possibilidade de geadas mais severas neste momento. Segundo o Deral, historicamente os episódios mais intensos de frio ocorrem a partir de junho, quando grande parte das lavouras já estará em estágios mais avançados.
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