Colheita de café chega a 18% na área da Expocacer
Chuvas recentes impactaram operações em diversas propriedades na semana encerrada em 19 de junho
No Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25/6), o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura, destacou a revisão das estimativas para a segunda safra de milho no Estado. A produção está projetada em 17,6 milhões de toneladas, enquanto a colheita alcança os primeiros 3% da área cultivada sob alerta para ocorrências pontuais de geada.
A projeção do Deral também indica uma área de 2,91 milhões de hectares. Pouco mais de 86 mil hectares já foram colhidos. Entre as lavouras ainda no campo, 40% estão em fase de maturação, estágio em que o risco de perdas por geadas é muito baixo. Outros 58% encontram-se em frutificação e 2% em floração.
Segundo o analista de mercado do Deral, Edmar Wardensk Gervasio, os 60% das áreas que ainda não atingiram a maturação podem ser suscetíveis a eventuais ocorrências de geada. Nesta quarta-feira (24/6), foram registradas geadas na metade Sul do Estado, e há previsão de novos episódios nos próximos dias.
“Essas geadas poderão trazer impactos pontuais, especialmente na região Oeste. Contudo, a intensidade do fenômeno, segundo o Simepar, varia de fraca a moderada e, caso ocorram danos, eles não deverão provocar alterações significativas nos números finais de produção neste momento”, afirmou Gervasio.
A colheita do tabaco foi concluída com recorde de produção no Paraná. O volume alcançou 213,7 mil toneladas, superando em 7% as 199,7 mil toneladas registradas na safra anterior.
De acordo com o coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral, Carlos Hugo Winckler Godinho, o resultado é consequência da expansão da área cultivada, que vem registrando crescimento há cinco safras consecutivas. “Apesar do aumento tímido neste último ciclo, a área atingiu o recorde de 86,8 mil hectares”, destacou.
Embora a produção tenha aumentado, os bons volumes colhidos nos últimos anos vieram acompanhados de queda nos preços pagos ao produtor. Os dados levantados pelo Deral em maio refletem esse cenário, impulsionado pela comercialização mais intensa no período, uma vez que o processo de secagem nas estufas ocorre após o pico da colheita.
Em maio de 2026, o preço médio do quilograma do tabaco de estufa foi de R$ 18,71, valor 3% inferior aos R$ 19,22 registrados em maio de 2025. Apesar da retração, a cultura segue competitiva em relação a algumas alternativas para pequenos produtores, especialmente pela estabilidade proporcionada pelo sistema de integração da cadeia produtiva.
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