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Plantas modelo geneticamente modificadas passaram a emitir luz durante a ativação de respostas de defesa. O sistema permite visualizar, de forma não invasiva, a dinâmica dos hormônios ácido salicílico (SA) e ácido jasmônico (JA) em tecidos vegetais.
O estudo utilizou as espécies Arabidopsis thaliana e Nicotiana benthamiana como plataformas experimentais. Os pesquisadores introduziram uma via de bioluminescência fúngica no genoma dessas plantas, baseada na conversão de ácido cafeico em luciferina por enzimas heterólogas.
A construção genética acoplou promotores responsivos a fitohormônios aos genes de luciferase. Para resposta ao ácido jasmônico, foi utilizado o promotor pORCA3 de Catharanthus roseus. Para o ácido salicílico, o promotor pWRKY70 de Arabidopsis thaliana.
A ativação dessas vias hormonais induziu emissão luminosa detectável por câmeras convencionais. O sistema apresentou contraste de até 53 vezes na intensidade do sinal.
Ensaios de dano mecânico em Nicotiana benthamiana induziram resposta rápida do eixo do ácido jasmônico. A emissão luminosa ocorreu localmente entre 2 e 3 horas após o ferimento.
Infecções bacterianas geraram respostas diferenciadas. A infiltração com Pseudomonas savastanoi e Pectobacterium carotovorum ativou padrões distintos de luminescência. O primeiro caso refletiu resposta local. O segundo evidenciou sinal sistêmico em folhas não inoculadas.
Em Arabidopsis thaliana, a infecção por Pseudomonas syringae pv. tomato DC3000 induziu aumento gradual da sinalização via ácido jasmônico nas raízes laterais. Já a resposta via ácido salicílico apresentou comportamento dependente do patógeno.
Ataques de insetos também modulam o sistema. A infestação por Trialeurodes vaporariorum (mosca-branca-das-estufas) induziu emissão luminosa associada ao ácido salicílico, com pontos localizados nos sítios de alimentação.
Durante o desenvolvimento, os sinais variaram entre tecidos. Linhas sensíveis ao ácido jasmônico exibiram maior luminescência em estruturas florais. Linhas responsivas ao ácido salicílico concentraram sinal na vasculatura foliar.
A abordagem elimina a necessidade de substratos exógenos ou excitação por luz. O sistema produz luciferina de forma endógena, permitindo monitoramento contínuo da fisiologia vegetal.
A tecnologia amplia a capacidade de fenotipagem funcional em plantas. O método pode apoiar programas de melhoramento focados em resistência a pragas e doenças, além de viabilizar estudos em condições de campo com baixo custo operacional.
Outras informações em doi.org/10.1038/s41467-026-70075-1
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