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Nova rodada de chuvas e tempestades atinge a Região Sul e áreas do Centro-Oeste e Sudeste
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê intensificação do El Niño entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. A anomalia média da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, no Pacífico equatorial, pode atingir 3,8 graus Celsius acima do valor de referência no trimestre. A projeção consta da atualização climática sazonal divulgada nesta quarta-feira, 21 de outubro. O documento aponta maior probabilidade de chuvas abaixo da média no norte da América do Sul e acima da média no sudeste do continente.
A previsão reúne resultados de diferentes modelos climáticos. As simulações indicam aquecimento progressivo das águas do Pacífico equatorial até dezembro, seguido de ligeira redução em janeiro. A anomalia estimada para a região Niño 3.4 alcança 3,7 graus Celsius em novembro, 3,8 graus Celsius em dezembro e 3,7 graus Celsius em janeiro. A pequena dispersão entre os sistemas de previsão sustenta a confiança da OMM na tendência de intensificação do fenômeno.
O El Niño já apresentava condições consolidadas no trimestre de julho a setembro de 2026. Nesse intervalo, a anomalia média do índice Niño 3.4 alcançou 2,4 graus Celsius. O indicador passou de 2,0 graus Celsius em julho para 2,5 graus Celsius em agosto e 2,8 graus Celsius em setembro. Os demais índices de monitoramento do Pacífico equatorial também registraram temperaturas acima da média. Esses valores observados têm como referência a média de 1991 a 2020. Já as projeções usam como base o período de 1993 a 2009, o que exige cautela na comparação direta entre os dois conjuntos de números.
Nas projeções de precipitação para novembro a janeiro, o sinal de redução das chuvas concentra-se no norte da América do Sul e avança para o sul até aproximadamente 15 graus de latitude sul. Mais ao sul, os modelos indicam aumento da probabilidade de precipitações acima da média no sudeste do continente. Na extremidade sul da América do Sul, volta a predominar a indicação de chuvas abaixo do padrão histórico.
Os modelos também apontam aumento da probabilidade de temperaturas acima da média em grande parte do planeta. Na América do Sul, a tendência apresenta maior intensidade na faixa entre a linha do Equador e 30 graus de latitude sul. Nessa área, as previsões mostram elevada concordância entre os modelos. Na faixa costeira leste e em áreas interiores adjacentes do sul da América do Sul, aparece um sinal fraco de aumento da probabilidade de temperaturas abaixo da média, com concordância baixa a moderada.
A resposta do regime de chuvas ao El Niño aparece em outras regiões. Os modelos apontam maior probabilidade de precipitação acima da média no Pacífico equatorial central e oriental. Em contrapartida, elevam a chance de chuvas abaixo da média em extensas áreas do Pacífico ocidental e do Atlântico equatorial. O sul da América Central e o Caribe também apresentam maior probabilidade de chuvas abaixo da média, com elevada concordância entre os modelos.
A atualização considera ainda a influência de outros oceanos. No Índico, a fase positiva do Dipolo do Oceano Índico tende a enfraquecer e se aproximar dos valores climatológicos. A anomalia média projetada para o indicador alcança 0,3 grau Celsius no trimestre. No Atlântico tropical, as temperaturas superficiais devem permanecer acima da média tanto ao norte quanto ao sul do Equador. Para essas duas áreas, os modelos projetam anomalias médias de 0,9 grau Celsius.
A OMM ressalta o caráter probabilístico das projeções. Os mapas identificam as categorias de temperatura e precipitação com maior chance de ocorrência em comparação ao período de referência de 1993 a 2009. Eles não indicam certeza sobre o comportamento do clima em cada localidade. O organismo também esclarece: a atualização global não substitui as previsões oficiais dos serviços meteorológicos nacionais e dos centros climáticos regionais. A capacidade de previsão sazonal varia conforme a região e a época do ano.
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