Mercado Agrícola - 20.mar.2026

Guerra e China elevam fertilizantes e pressionam custos

20.03.2026 | 09:26 (UTC -3)
Vlamir Brandalizze - @brandalizzeconsulting

A guerra no Oriente Médio sustenta o petróleo em alta e pressiona insumos agrícolas. O barril WTI ronda US$ 95. O Brent supera US$ 100. O movimento eleva custos e dá suporte às commodities.

A China anunciou controle nas exportações de fertilizantes. O país busca garantir oferta interna diante do custo elevado de energia. A medida reduz disponibilidade global. O Irã segue como fator de risco. A Rússia mantém cotações firmes. A ureia subiu cerca de 40% em um mês. Indicativos chegam a US$ 660 por tonelada, ante US$ 400 recentes. Nitrogenados, fosfatados e potássicos seguem pressionados.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve juros entre 3,5% e 3,75%. No Brasil, a Selic recuou para 14,75% ao ano. O corte não altera o custo efetivo ao produtor. O frete avançou em março. O diesel passou de menos de R$ 6,00 para até R$ 10,00 por litro, conforme a praça. O aumento atinge colheita, indústria e varejo.

A soja avança na colheita. O país atinge 64%. Mato Grosso chega a 98%. Mato Grosso do Sul marca 76%. Paraná, 72%. Goiás, 69%. Bahia, 52%. Rondônia, 82%. Rio Grande do Sul inicia com 4% a 5%. A safra projeta 175 a 178 milhões de toneladas. O volume de 180 milhões, citado pelo USDA, perde força.

A comercialização segue lenta. A safra atual tem 44% negociada, abaixo da média. A anterior alcança 99%. Chicago trabalha entre US$ 11,50 e US$ 11,80 por bushel. US$ 12 atua como resistência. O farelo sustenta a oleaginosa. A demanda global cresce no inverno do hemisfério norte.

O setor aguarda decisão sobre biodiesel. A proposta indica avanço do B15 para B17. A medida reduziria importações de diesel em 1,2 bilhão de litros.

Situação do milho

O milho mantém suporte em Chicago. O maio opera acima de US$ 4,60. O julho 2027 gira próximo de US$ 5,00. A demanda por ração cresce. O plantio da safrinha no Brasil atinge 98%, fora da janela ideal. A primeira safra tem 62% colhido. A oferta disponível soma cerca de 28,2 milhões de toneladas. Compradores atuam para garantir abastecimento até junho.

O Paraguai deve ofertar menos milho. A safrinha menor e o avanço do etanol elevam o consumo local. O cenário reduz importações para o Brasil.

Situação do trigo

O trigo segue firme. Chicago indica faixa entre US$ 6,10 e US$ 6,60. A incerteza climática no hemisfério norte sustenta preços. Ucrânia e Rússia enfrentam frio e atraso na germinação. A demanda global cresce, tanto para alimentação quanto para ração.

No Brasil, o trigo importado chega a R$ 1.500 por tonelada. O produto nacional varia de R$ 1.090 a R$ 1.250. Moinhos compram no curto prazo. Juros limitam formação de estoques.

Situação do arroz

O arroz avança na colheita. O país atinge cerca de 22%. A safra projeta 11 milhões de toneladas. O Rio Grande do Sul marca 21%. Santa Catarina, 40%. Tocantins inicia com 6%. Os preços mostram estabilidade, com ajustes recentes.

Situação do feijão

O feijão mantém níveis. O carioca de melhor qualidade varia entre R$ 320 e R$ 360 por saca. O comercial gira de R$ 300 a R$ 330. O preto segue entre R$ 175 e R$ 195. O varejo repassa custos e prepara reposição para abril.

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