Congresso SAE Brasil 2026 debate desafios do Agro 4.0
A 33ª edição discutirá formação de talentos e terá espaço para estudantes e jovens profissionais
O avanço da colheita de soja e milho nos Estados Unidos amplia a pressão sobre as cotações agrícolas em Chicago. O mercado também acompanha a valorização do dólar, a alta dos juros norte-americanos e a queda recente do petróleo. No Brasil, o plantio da nova safra começa a ganhar ritmo, enquanto exportações sustentam a demanda por soja e milho.
A colheita norte-americana de soja já supera 10% da área. A média histórica para o período alcança 6%. O ritmo mais acelerado aumenta a oferta e pressiona os contratos. Chuvas previstas para algumas regiões produtoras podem limitar os trabalhos de campo e reduzir parte dessa pressão.
A demanda chinesa mantém relevância para o mercado. O relatório de oferta e demanda do USDA de setembro aponta importação chinesa de 115 milhões de toneladas de soja. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, Anec, indica participação da China próxima de 70% nos embarques brasileiros da oleaginosa, dentro do padrão observado nos meses anteriores.
Os embarques brasileiros de soja superavam quatro milhões de toneladas em setembro. O acumulado desde janeiro alcançava cerca de 97 milhões de toneladas. No mesmo período do ano anterior, o volume ficava abaixo de 90 milhões de toneladas.
A comercialização da nova safra chega a 38,5%. No ciclo anterior, o índice alcançava 39%. A média fica em 40%. Em volume, 71,3 milhões de toneladas já passaram por negociação, ante 70,4 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado.
O plantio brasileiro da nova safra avança em Mato Grosso, Paraná, Mato Grosso do Sul e áreas de Goiás. A estimativa citada aponta área próxima de 50 milhões de hectares. Com condições climáticas dentro da normalidade, as primeiras projeções indicam produção entre 185 milhões e 190 milhões de toneladas. A safra anterior alcançou 180,5 milhões de toneladas.
No milho, a colheita norte-americana alcança cerca de 12%, diante de média de 8% para o período. Mais da metade das lavouras já entrou em maturação. A ausência de previsão de geadas relevantes nas duas semanas seguintes reduz o risco sobre as áreas ainda em enchimento de grãos.
No Brasil, as exportações de milho podem chegar perto de três milhões de toneladas em setembro. O acumulado anual soma aproximadamente 17,5 milhões de toneladas, ante 19 milhões de toneladas no mesmo intervalo do ano anterior.
A colheita da segunda safra brasileira alcança 97%. Ainda existem áreas em campo no Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo. O plantio do milho de verão chega a 70%. O Paraná registra cerca de 80%. Rio Grande do Sul e Santa Catarina aparecem próximos de 70%. Os estados do Sudeste ficam em torno de 60% ou abaixo desse nível.
O trigo mantém cotações superiores aos níveis observados no ano anterior. No Rio Grande do Sul, os lotes variam entre 1.350 e 1.380 reais por tonelada. No Paraná, os indicativos ficam entre 1.500 e 1.520 reais por tonelada.
A colheita de trigo avança no Paraná antes da chegada de novas chuvas. Geadas recentes provocaram perdas pontuais no Sul do país. A fonte não aponta prejuízos de maior dimensão. No Rio Grande do Sul, grande parte das lavouras permanece em desenvolvimento, formação de espigas e enchimento de grãos.
O arroz gaúcho atravessa um período de maior valorização e demanda para exportação. Negócios destinados ao mercado externo ocorreram próximos de 90 reais. A expectativa citada aponta possibilidade de recorde para setembro nas exportações do produto pelo Rio Grande do Sul.
No Tocantins, os indicativos de arroz variam entre 105 e 110 reais, com registros de negócios para saída do estado em até 120 reais. A recuperação dos preços mudou a perspectiva para o plantio.
O feijão entra em período de oferta restrita após o encerramento da terceira safra. As primeiras áreas da safra de verão no sudoeste paulista permanecem em crescimento vegetativo, formação de vagens e enchimento de grãos.
O feijão-carioca de melhor padrão varia entre 300 e 330 reais por saca. A maior parte dos negócios nas regiões produtoras ocorre entre 300 e 310 reais. O carioca comercial registra indicações entre 285 e 300 reais por saca.
O feijão-preto também apresenta maior procura e menor oferta. Os preços variam entre 225 e 250 reais por saca. O mercado registrou alta semanal superior a 10 reais por saca em alguns negócios, enquanto o varejo amplia a necessidade de reposição.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura