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O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou o mês em 1,42, resultado 7,5% inferior ao registrado em maio de 2026. A queda reflete, principalmente, a combinação entre a retração nos preços das commodities agrícolas e a redução no custo médio dos principais fertilizantes utilizados no país.
Apesar do recuo nos preços das commodities e dos insumos, o câmbio atuou como fator de compensação parcial. O dólar registrou alta de 3% no período, o que contribuiu para conter uma redução mais acentuada do IPCF.
No mercado de commodities, houve queda média de aproximadamente 3% no período. O movimento foi observado em culturas relevantes, como soja, com recuo de 1,1%; milho, com queda de 5,2%; algodão, com retração de 3,2%; e cana-de-açúcar, com baixa de 4%. Esse comportamento está relacionado ao aumento da oferta no mercado e com a entrada de volumes da safra brasileira, além do início da colheita do milho safrinha, que intensificou a pressão sobre os preços.
Do lado dos fertilizantes, os preços apresentaram queda média de cerca de 8% no mês. A retração foi puxada, sobretudo, pela redução de 30% da ureia e pela queda de 9% no preço do superfosfato simples. Por outro lado, os preços do MAP, fosfato monoamônico, e do MOP, cloreto de potássio, permaneceram estáveis.
No mercado doméstico, com a aproximação do período de plantio da safra de verão, observa-se maior atenção na aquisição do restante dos fertilizantes para o plantio da soja, principalmente o fósforo. O cenário internacional continua instável. A menor sustentação dos preços do petróleo colaborou para um ambiente de menor pressão sobre os preços das commodities.
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