Hamilton Ramos representa o Brasil em evento na Guatemala

Diretor da DEA-IAC falará sobre tecnologias de aplicação de insumos na produção de café

03.08.2026 | 15:15 (UTC -3)
Fernanda Campos

Atual diretor da Divisão Avançada de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (DEA-IAC), o pesquisador científico Hamilton Ramos (na foto) representa o Brasil no Congresso de Cafeicultura da Guatemala. No evento, na Cidade da Guatemala, capital do país da América Central, nos dias 6 e 7 de agosto, Ramos fará apresentações sobre tecnologia de aplicação de produtos químicos e biológicos no controle de pragas, doenças e invasoras da cultura.

Conforme Ramos, o convite para o encontro promovido pela Anacafé, a Associação Nacional de Produtores de Café da Guatemala, veio da indústria brasileira Guarany, empresa com mais de 103 anos de existência, especialista em equipamentos de pulverização para o pequeno e médio produtor, em parceria com o seu distribuidor local, a empresa Foragro. A Anacafé, com 65 anos de existência, reúne 125 mil famílias produtoras, que cultivam quase 380 mil hectares do grão em 260 municípios. O café responde por entre 3% e 3,5% do PIB daquele país, de acordo com o site da instituição.

“A ideia é levar ao evento experiências bem-sucedidas obtidas com projetos estratégicos de tecnologia de aplicação de produtos químicos e biológicos na cultura, que vêm sendo desenvolvidas no Brasil, pela DEA-IAC, ao longo dos últimos anos”, diz Ramos. O órgão, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, fica sediado na cidade paulista de Jundiaí.

56 anos de atividades

A Divisão Avançada de Engenharia e Automação do IAC completou 56 anos no último dia 14. Nas últimas duas décadas, a instituição de pesquisas se notabilizou por seu pioneirismo no desenvolvimento de tecnologias estratégicas para aplicação de defensivos agrícolas e proteção ao trabalhador rural.

Tiveram origem na DEA, em Jundiaí, os programas Adjuvantes da Pulverização, Aplique Bem, IAC-Quepia (EPI agrícolas), Drones SP e Unidade de Referência em Produtos Químicos e Biológicos, por exemplo, reconhecidos dentro e fora do país por transferir resultados relevantes a agricultores e empresas.

Financiados com recursos privados, tais programas cobrem todo o espectro de operações envolvendo o manejo tecnológico e seguro de defensivos agrícolas.

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