Goiás confirma casos de ferrugem-asiática e intensifica vigilância

Monitoramento registra 260 amostras analisadas nesta safra no Sudoeste

30.01.2026 | 16:37 (UTC -3)
Sistema Faeg, edição Revista Cultivar
Foto: Christine Stone
Foto: Christine Stone

A confirmação de casos de ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi) em Goiás reacende o alerta para a necessidade de vigilância constante nas lavouras. No estado, a doença já foi identificada em áreas comerciais nos municípios de Rio Verde e Montividiu, segundo informações do Sistema Faeg.

O monitoramento é intensificado especialmente na região Sudoeste, onde estruturas de apoio técnico vêm desempenhando papel estratégico na detecção precoce e na orientação aos produtores. Nesta safra, o Laboratório de Análises de Ferrugem-Asiática — parceria entre o Sindicato Rural de Rio Verde, Gapes e Xecape Rural — já recebeu cerca de 260 amostras de folhas de soja.

De acordo com técnicos, o volume de amostras indica boa adesão dos agricultores ao monitoramento preventivo, considerado uma das principais ferramentas para reduzir prejuízos e embasar decisões de manejo.

Apesar das confirmações, a avaliação é de que o aparecimento mais tardio dos primeiros focos sugere que muitas áreas vêm adotando estratégias eficientes de controle, o que tem contribuído para retardar o avanço da doença.

A recomendação é que os produtores mantenham inspeções frequentes nas lavouras, sobretudo em áreas em desenvolvimento vegetativo e em enchimento de grãos, fases mais sensíveis aos impactos da ferrugem-asiática. Diante de suspeitas, a orientação é coletar folhas e encaminhar imediatamente para análise laboratorial.

O laboratório do Sindicato Rural de Rio Verde oferece o serviço gratuitamente, com atendimento de segunda a sábado. Além de apoiar o produtor individualmente, os dados coletados contribuem para a construção de um panorama regional da doença, fortalecendo ações coletivas de prevenção.

Situação no Brasil

No cenário nacional, o registro mais recente de ferrugem-asiática ocorreu em Correntina, no oeste da Bahia, conforme divulgado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com base em informação da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

Segundo o boletim mais recente do Consórcio Antiferrugem, a safra 2025/26 soma, até o momento, 144 ocorrências da doença no país. O Paraná lidera em número de registros, seguido por Mato Grosso do Sul. Também há casos confirmados no Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais, reforçando a importância do monitoramento em todas as regiões produtoras.

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