Vylor e Corteva limitam concorrência por 12 meses após cisão
Acordo restringe atuação cruzada em sementes, defensivos, biológicos e tratamento de sementes
Aplicações localizadas de glifosato e 2,4-D no pseudocaule eliminaram perfilhos de bananeira 'Prata Anã' e praticamente impediram novas brotações. Aos 120 dias após a aplicação, ambos os tratamentos alcançaram 100% de mortalidade. O 2,4-D apresentou ação mais rápida e atingiu esse índice aos 28 dias.
Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras conduziram o trabalho em Lavras, Minas Gerais, entre outubro de 2025 e abril de 2026. O experimento comparou seis manejos: ausência de intervenção, corte, controle mecânico, glifosato, 2,4-D e fosfato monopotássico associado ao paclobutrazol.
O glifosato foi aplicado na dose de 1,8 mililitro por perfilho. O 2,4-D recebeu dose de 1,5 mililitro por perfilho. A aplicação ocorreu por injeção no pseudocaule, cerca de dez centímetros acima do solo. Os dois herbicidas reduziram clorofila, teor relativo de água, crescimento e produção de biomassa. O glifosato agiu de forma mais gradual e atingiu o nível máximo de fitotoxicidade, correspondente à morte completa, aos 60 dias.
A combinação de fosfato monopotássico e paclobutrazol provocou efeito temporário. O teor relativo de água caiu para 63,83% aos 60 dias e voltou a 85,56% aos 120 dias. As plantas retomaram parte do crescimento.
Os pesquisadores também avaliaram solo coletado seis meses após os tratamentos. Alface e tomate atuaram como bioindicadores. A emergência não apresentou diferença entre as origens do solo. Os índices de clorofila também permaneceram semelhantes. Diferenças apareceram em crescimento, biomassa e qualidade das mudas.
O estudo não observou efeito biológico consistente nos bioindicadores após seis meses. Houve respostas pontuais, distintas entre alface e tomate. A composição química do solo também variou entre os tratamentos, por isso essas respostas não podem ser atribuídas apenas a resíduos. Os pesquisadores ressaltam ainda a ausência de quantificação direta dos resíduos e metabólitos. Assim, o bioensaio não permite definir intervalo seguro para rotação ou replantio (doi 10.3390/ijpb17100099).
O trabalho foi realizado por Juan Antônio Borges Felipe, Carlos Henrique Milagres Ribeiro, Gabriele Padilha Schneider, Monalisa Gomes Barbosa, Denny Oswaldo Paéz Piñango, Daniel Leopoldino Dias, Pedro Henrique Reis Vilela, Paulina Celestino Silva, Ana Gabriela Resende da Silva, Isabel Roque de Oliveira e Leila Aparecida Salles Pio.
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