Estudo redefine gene de avirulência de Phytophthora sojae
Recombinação rara aponta Avr3c como alvo reconhecido por Rps6, Rps3c e Rps4 na soja
Pesquisadores registraram Gargaphia lunulata causando danos em Turnera subulata no Maranhão, Piauí, Minas Gerais e São Paulo. O estudo também relata, pela primeira vez no Brasil, a associação do inseto com acerola (Malpighia emarginata). Os novos registros ampliam a ocorrência conhecida da praga para 12 estados, em quatro regiões do país.
As coletas ocorreram entre dezembro de 2025 e julho de 2026. Em Turnera subulata, os insetos apareceram em áreas urbanas de Barão de Grajaú, Floriano, São José do Peixe, Piracicaba e Janaúba. Em Malpighia emarginata, a coleta ocorreu em um quintal de Americana, em São Paulo.
O inseto ocupa a face inferior das folhas. O ataque provoca clorose, enrolamento do limbo e secamento. Os pesquisadores observaram ovos, ninfas e adultos nas duas plantas hospedeiras. O achado indica conclusão do ciclo de vida em ambas (doi 10.37486/2675-1305.ec08031).
Gargaphia lunulata apresenta hábito polífago e já possui associação com mais de 30 plantas hospedeiras, entre espécies cultivadas, espontâneas e ornamentais. Entre as culturas citadas no histórico da praga aparecem soja, feijão, quiabo, maracujá e goiaba.
Os pesquisadores apontam a ampla distribuição de Turnera subulata como possível fator para a presença de Gargaphia lunulata em diferentes localidades. O estudo recomenda monitoramento fitossanitário de plantas espontâneas próximas a cultivos comerciais e quintais. Para acerola, o novo registro reforça a necessidade de acompanhar a ocorrência do inseto e os danos em áreas de produção.
O trabalho foi desenvolvido pelos cientistas Nyeppson S. Soares, Jun Souma, Leonardo S. Duarte, Roberto A. Zucchi, Alexandre S. Araújo e Marcoandre Savaris.
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