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Pesquisadores da Université Laval identificaram Avr3c como o gene de avirulência de Phytophthora sojae reconhecido pela resistência Rps6 em soja. O resultado revisa a associação anterior com Avr4/6 e oferece um alvo molecular mais confiável para o patotipamento do patógeno.
O grupo analisou 236 isolados de Phytophthora sojae obtidos em áreas de soja de cinco províncias canadenses. Entre eles, 234 apresentaram ligação completa entre os alelos de Avr3c e Avr4/6 e os respectivos fenótipos de virulência. Dois isolados exibiram combinações discordantes, resultado compatível com uma recombinação rara entre os loci (doi 10.1111/mpp.70326).
Nos dois casos, a resposta das linhagens portadoras de Rps3c, Rps4 e Rps6 acompanhou o alelo de Avr3c. Ensaios de inoculação confirmaram o padrão. Testes com protoplastos de soja também mostraram reconhecimento específico de Avr3c por Rps6. A interação reduziu em cerca de 80% a atividade relativa de luciferase, indicador de morte celular. Avr4/6 não provocou resposta hipersensível detectável na presença de Rps6.
O resequenciamento completo dos isolados confirmou o rearranjo genômico e mostrou maior variação na região de Avr3c. Os pesquisadores apontam Avr3c como o único gene de avirulência associado ao reconhecimento por Rps3c, Rps4 e Rps6.
Entre esses três genes de resistência, apenas Rps6 integra cultivares comerciais. O estudo propõe renomear Avr3c como Avr6. A equipe também destaca a necessidade de monitorar populações de Phytophthora sojae e direcionar cultivares resistentes conforme o patótipo presente no campo.
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