Estudo redefine gene de avirulência de Phytophthora sojae
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A colonização endofítica crônica de Lasiodiplodia theobromae em flores e frutos jovens de mangueira (Mangifera indica) ativa mecanismos de abscisão e aumenta a queda prematura. O processo ocorre antes da fase necrotrófica do fungo e pode reduzir a produtividade, segundo estudo do Volcani Institute, em Israel.
Pesquisadores inocularam espécies de Botryosphaeriaceae em mangueiras. Lasiodiplodia theobromae provocou o maior efeito. Na cultivar Shelly, plantas inoculadas perderam 98,6% das flores até a fase pós-frutificação. O controle perdeu 92,6%. A inoculação resultou em perda 5,3 vezes maior de frutos retidos.
O acompanhamento por três safras, entre 2023 e 2025, mostrou colonização de 95,55% nas flores e nos frutos jovens inoculados. O fungo ocupou pétalas, sépalas, regiões internas da flor e tecidos próximos à zona de abscisão.
A infecção elevou a produção de espécies reativas de oxigênio e de etileno. Na fase pós-frutificação, a concentração de etileno alcançou valor 3,8 vezes superior ao controle. O fungo também secretou amônia e promoveu alcalinização celular perto da zona de abscisão.
A resposta incluiu maior deposição de calose e forte redução de auxina. Na fase de maturação, a concentração de auxina caiu 276 vezes após a inoculação. A citocinina apresentou redução de 85% a 90% durante a formação dos frutos jovens.
Os pesquisadores interpretam a queda como uma resposta de defesa da planta. A mangueira elimina órgãos colonizados e limita o avanço do patógeno. O mecanismo, porém, reduz a retenção de frutos antes do aparecimento dos sintomas típicos associados à fase necrotrófica (doi 10.1093/hr/uhag349).
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