Fórum debate estratégias para ampliar competitividade do agro

Lideranças defendem inovação, ciência e esforço conjunto para fortalecer sistemas integrados

02.03.2026 | 13:45 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Noemi Oliveira
Foto: Gerardo Lazzari
Foto: Gerardo Lazzari

O Brasil reúne condições para liderar a bioeconomia e atender às demandas de segurança alimentar e transição energética. A avaliação partiu de Mathias Schelp, vice-presidente para Agricultura Inteligente da Bosch América Latina, na abertura do Fórum “Integração e Biocompetitividade: A Solução Brasileira”, realizado hoje, em São Paulo.

O evento teve organização da Associação Brasileira do Agronegócio e da Rede ILPF. Schelp destacou matriz energética diversificada, clima favorável, água disponível e biodiversidade como vantagens competitivas. Defendeu protagonismo nacional na bioeconomia.

O executivo apresentou inovações para ampliar a competitividade. Citou soluções de aplicação de defensivos e tecnologia dual etanol-diesel para máquinas pesadas. A proposta reduz consumo de diesel e amplia uso de etanol. Segundo ele, o avanço exige esforço conjunto, prioridade estratégica, políticas públicas e aumento de produtividade.

No painel “Alimentos e Bioenergia Integrados”, Marcos Jank afirmou que sistemas integrados contam com base científica e territorial. Destacou o papel da indústria na oferta de tecnologia e escala. Apontou ganho de produtividade com menor impacto ambiental.

Gustavo Spadotti, da Embrapa Territorial, reforçou a contribuição da ciência nacional. Citou avanços genéticos na soja, melhorias na pecuária e integração entre pesquisa, campo e mercado. Mencionou a economia circular como eixo estruturante dos sistemas integrados.

Monica Pedó, da John Deere, relatou integração de conhecimentos agronômicos, digitais e operacionais na estratégia da companhia. Willian Marchió afirmou que o modelo da Rede ILPF aposta na intensificação produtiva com diversificação na mesma área. Apontou recuperação de pastagens, melhoria do solo, sequestro de carbono e eficiência no uso de insumos.

Na abertura, Francisco Matturro destacou o marco do Dia de Campo de 2007 na Fazenda Santa Brígida. Luiz Carlos Corrêa Carvalho defendeu maior integração entre os elos do setor. Geraldo Melo Filho ressaltou o papel do Estado no apoio ao produtor e à pesquisa. Ana Eugênia de Carvalho Campos e Ana Paula Packer reforçaram a importância da ciência e da visão estratégica para o avanço do agro.

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