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Flavonoides ganham espaço como alternativa aos inseticidas sintéticos no controle de pragas agrícolas. Revisão científica aponta ação direta desses metabólitos na digestão, no crescimento e na sobrevivência de insetos.
Flavonoides integram o metabolismo secundário das plantas. Esses compostos atuam como barreira bioquímica contra herbívoros. A literatura descreve atividade antialimentar e antibiose. Os metabólitos reduzem ingestão de alimento, interferem na absorção de nutrientes e inibem crescimento e metamorfose.
Experimentos confirmam o potencial. A elevação da concentração de flavonoides em dieta artificial reduziu a sobrevivência de Nilaparvata lugens. Testes de campo registraram controle de Spodoptera litura com eficácia comparável a pesticidas químicos.
Estudos também relatam ação sobre enzimas digestivas. Quercetina diminuiu atividades de lipase, protease e alfa-amilase no trato digestivo da traça-das-crucíferas. Outros flavonoides afetaram hormônios ligados à muda e ao desenvolvimento, o que levou à mortalidade em diferentes fases larvais.
Análises de docking molecular reforçam a evidência. Compostos como rutina, quercetina, vitexina e kaempferol interagiram com a enzima beta-glicosidase de Spodoptera frugiperda. A afinidade de ligação mostrou nível semelhante ao de inseticidas comerciais.
Além da ação direta, flavonoides participam da regulação hormonal nas plantas. Compostos interagem com ácido jasmônico, ácido salicílico e etileno. Essa interação intensifica respostas de defesa e amplia resistência a herbívoros.
Pesquisas avançam em formulações. Extratos vegetais com alto teor de flavonoides já compõem concentrados emulsionáveis testados contra pulgões e mosca-branca. Alguns produtos botânicos alcançaram eficiência superior à de inseticidas sintéticos em ensaios controlados.
Apesar do avanço, gargalos limitam a adoção em larga escala. Pesquisadores apontam ausência de protocolos padronizados de extração, curta vida útil e necessidade de mais ensaios de campo. A revisão indica que flavonoides reúnem potencial para integrar programas de manejo integrado de pragas e reduzir dependência de moléculas sintéticas.
Mais informações em doi.org/10.17221/56/2025-PPS
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