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Uma força-tarefa do Ministério da Agricultura (Mapa) identificou irregularidades em estabelecimentos de beneficiamento e empacotamento de arroz, feijão e outros cereais no Estado de São Paulo. A operação, conduzida pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), resultou em apreensões, inutilização de materiais e suspensão cautelar de atividades em municípios do interior paulista.
As ações ocorreram em Itu, Sorocaba, Campinas, Rio Claro, Cerquilho e Elias Fausto, com foco na verificação da qualidade, rastreabilidade e conformidade dos produtos com a legislação vigente. Durante as inspeções, auditores fiscais federais agropecuários analisaram documentos, comprovação de origem dos produtos, condições das instalações e processos produtivos adotados pelas empresas.
Em Itu, Campinas e Sorocaba, foram apreendidos aproximadamente 30 mil quilos de feijão sem comprovação de origem e com indícios de falhas na rastreabilidade. Parte da mercadoria também apresentava insetos vivos, em desacordo com os padrões exigidos para comercialização.
Já nas fiscalizações realizadas em Rio Claro, Elias Fausto e Cerquilho, os auditores inspecionaram 139,1 mil quilos de arroz. A operação resultou na inutilização de 24 bobinas de embalagens e na apreensão de 6 mil quilos do produto em um estabelecimento que não possuía registro no Ministério da Agricultura para a atividade de empacotamento.
Segundo o Ministério, também foi constatado que os produtos não passavam pelo processo obrigatório de classificação antes da embalagem, o que impedia a identificação de sua qualidade. Diante das irregularidades verificadas, uma empresa teve a produção suspensa cautelarmente.
Ao longo da operação, foram coletadas 20 amostras de produtos nacionais e importados no âmbito dos programas oficiais de fiscalização da identidade e qualidade e de monitoramento de resíduos e contaminantes. As amostras serão submetidas a análises laboratoriais para verificar a conformidade com os padrões estabelecidos pela legislação brasileira.
De acordo com o Ministério, a ação reforça a fiscalização de produtos vegetais e contribui para a proteção dos consumidores, a garantia da qualidade dos alimentos comercializados e a promoção da concorrência leal entre empresas que atuam em conformidade com a legislação.
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