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As exportações do agronegócio brasileiro registraram, em abril de 2026, o segundo maior valor mensal da série histórica. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Radar Agro do Itaú BBA, apontam receita de USD 16,6 bilhões, alta de 12% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado ficou atrás apenas de maio de 2023.
O complexo soja foi um dos principais destaques do período, impulsionado pela maior disponibilidade do grão. As exportações de soja em grão somaram 16,7 milhões de toneladas, gerando USD 7 bilhões em receita. Em volume, foi o maior embarque do produto no ano. O preço médio alcançou USD 416 por tonelada, avanço de 8,4% na comparação anual.
No farelo de soja, o volume exportado cresceu 13% frente a abril de 2025, totalizando 2,4 milhões de toneladas. O preço médio de exportação atingiu USD 363 por tonelada, alta de 2,7% na mesma base de comparação.
Já as exportações de óleo de soja somaram 180 mil toneladas, queda de 7,8% em relação a abril do ano passado. Apesar da retração no volume, os preços registraram o quinto mês consecutivo de valorização, com avanço de 15% na comparação anual, chegando a USD 1.191 por tonelada.
As exportações de etanol totalizaram 87 mil toneladas, recuo de 50% frente a abril de 2025. Em contrapartida, o preço médio subiu 8%, para USD 624 por metro cúbico.
Os embarques de açúcar VHP alcançaram 958 mil toneladas, alta de 1,2% na comparação anual. O preço médio, no entanto, caiu 23%, para USD 359 por tonelada.
No açúcar refinado, os embarques somaram 225 mil toneladas, retração de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado. O preço médio foi de USD 422 por tonelada, queda de 19%.
As exportações de algodão em pluma atingiram 348 mil toneladas, aumento de 55% frente a abril de 2025. Apesar do forte crescimento no volume exportado, os preços recuaram pelo sétimo mês consecutivo, para USD 1.513 por tonelada, baixa de 7,3% na comparação anual.
No segmento de carnes, o volume exportado de carne bovina in natura aumentou 4,3% em relação a abril de 2025, somando 252 mil toneladas. O principal destaque foi a alta nos preços, que subiram pelo quinto mês consecutivo, alcançando USD 6.241 por tonelada.
Na carne suína in natura, o volume embarcado avançou 9,7% na comparação anual, para 121 mil toneladas. Os preços permaneceram estáveis, em USD 2.497 por tonelada.
Já na carne de frango in natura, os envios totalizaram 417 mil toneladas, crescimento de 2,5% frente a abril do ano passado. Os preços avançaram 2,1%, para USD 1.949 por tonelada.
As importações brasileiras de fertilizantes somaram 3,2 milhões de toneladas em abril, queda de 11% em relação ao mesmo período do ano passado. A retração foi puxada principalmente pelos fertilizantes fosfatados e nitrogenados, em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais e a logística de abastecimento.
As compras de ureia recuaram cerca de 200 mil toneladas, movimento praticamente compensado pelo aumento equivalente nas importações de sulfato de amônio, indicando substituição entre as fontes de nitrogênio.
O maior impacto negativo, contudo, veio dos fosfatados. As importações de MAP diminuíram cerca de 200 mil toneladas, enquanto as de superfosfato simples recuaram aproximadamente 300 mil toneladas.
Nos preços, o MAP foi importado a um valor médio de USD 733 por tonelada FOB, alta de 8,5% frente a março de 2026 e de 16% em relação a abril de 2025. A ureia registrou preço médio de USD 574 por tonelada FOB, avanço de 55% na comparação anual e de 16% frente ao mês anterior.
O relatório pondera, entretanto, que parte relevante dos embarques ainda reflete contratos fechados anteriormente e volumes já posicionados em line-up, o que limita a capacidade dos dados de captar integralmente as condições mais recentes do mercado.
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