Colombo Agroindústria abre 700 vagas para área agrícola
Oportunidades são distribuídas nas unidades de Ariranha, Palestina e Santa Albertina, no interior de São Paulo
O etanol hidratado liderou a alta nos preços dos combustíveis em janeiro de 2026, com avanço mensal de 3,5% em relação a dezembro, em um cenário marcado pela entressafra da cana-de-açúcar e por reajustes nas principais regiões produtoras. O preço médio nacional do biocombustível ficou em R$4,630 por litro, movimento que se destacou em meio a um comportamento majoritariamente altista dos combustíveis no início do ano.
Os dados são do Monitor de Preço de Combustível, estudo mensal elaborado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). De acordo com o levantamento, os preços médios nacionais por litro em janeiro foram de R$ 6,396 para a gasolina comum, R$ 6,543 para a gasolina aditivada, R$ 4,630 para o etanol hidratado, R$ 4,541 para o GNV, R$ 6,142 para o diesel comum e R$ 6,213 para o diesel S-10. Em relação a dezembro, as variações mensais indicaram alta para o etanol hidratado (+3,5%), gasolina comum (+1,8%), gasolina aditivada (+1,8%), diesel S-10 (+0,6%) e diesel comum (+0,3%). O GNV foi o único combustível monitorado a registrar queda no período, com recuo de 2,3%.
No recorte de 12 meses encerrados em janeiro de 2026, três combustíveis apresentaram aumento médio de preços no País: etanol hidratado (+8,4%), gasolina comum (+2,3%) e gasolina aditivada (+2,3%). Em sentido oposto, os preços médios nacionais do GNV (-4,9%), do diesel S-10 (-0,6%) e do diesel comum (-0,9%) acumularam recuos no período.
A gasolina comum foi comercializada, em média, a R$6,396 por litro em janeiro, com alta mensal de 1,8%. Os maiores preços médios foram observados na Região Norte (R$6,733) e no Centro-Oeste (R$6,465), enquanto Sudeste (R$6,284) e Nordeste (R$6,385) registraram os menores valores. No acumulado de 12 meses, o preço médio da gasolina comum subiu 2,3%, com aumento em todas as regiões, especialmente no Sul, onde a alta chegou a 4,2%.
Acre - R$ 7,43 Piauí: R$ 6,22
Roraima - R$ 7,05 Maranhão: R$ 6,14
Amazonas - R$ 7,00 Paraíba: R$ 6,02
No caso do etanol hidratado, o avanço mensal de 3,5% levou o preço médio nacional a R$ 4,630 por litro. Os maiores valores foram registrados nos postos do Norte (R$5,325) e do Nordeste (R$ 4,901), enquanto Sudeste (R$ 4,530) e Centro-Oeste (R$ 4,718) apresentaram os menores preços. Em 12 meses, o etanol acumulou alta de 8,4%, com aumentos em todas as regiões, especialmente no Centro-Oeste (+10,9%) e no Sudeste (+8,7%).
Amazonas: R$ 5,49 Paraíba: R$ 4,44
Rondônia: R$ 5,47 São Paulo: R$ 4,43
Roraima: R$ 5,40 Mato Grosso do Sul: R$ 4,38
O diesel S-10 apresentou elevação mais moderada em janeiro, de 0,6%, com preço médio nacional de R$6,213 por litro. Regionalmente, os maiores valores foram observados no Norte (R$ 6,439) e no Centro-Oeste (R$ 6,353), enquanto os menores ocorreram no Sul (R$ 6,089) e no Nordeste (R$ 6,128). No acumulado de 12 meses, o diesel S-10 registrou recuo médio de 0,6%, resultado da combinação de quedas no Nordeste (-2,4%), Sul (-0,5%) e Centro-Oeste (-0,1%), parcialmente compensadas por altas no Norte (+1,6%) e no Sudeste (+0,3%).
Acre: R$ 7,81 Paraná: R$ 6,01
Amapá: R$ 6,97 Sergipe: R$ 5,97
Roraima: R$ 6,92 Pernambuco: R$ 5,94
A análise do informe também incorpora o Indicador de Custo-Benefício Flex, que relaciona os preços médios do etanol hidratado e da gasolina comum. Em janeiro de 2026, o preço médio do etanol correspondeu a 74,8% do valor da gasolina comum na média das Unidades da Federação e a 75,3% na média das capitais. O distanciamento em relação ao patamar de referência de 70% tem ampliado a vantagem da gasolina como opção mais econômica na maior parte do País, com destaque para Rio Grande do Norte (82,4%), Maranhão (82,1%) e Alagoas (80,7%). Em Mato Grosso (69,8%) e Mato Grosso do Sul (70%), a relação permanece mais próxima do nível de equilíbrio.
Além dos preços, o estudo apresenta os últimos dados disponíveis do Indicador de Poder de Compra de Combustíveis, que mede a parcela da renda domiciliar necessária para abastecer um tanque de 55 litros de gasolina comum. Com base no terceiro trimestre de 2025, o custo médio desse abastecimento correspondeu a 5,9% da renda média domiciliar das famílias, abaixo dos 6,2% registrados no mesmo período de 2024. Na média das capitais, o percentual caiu de 4,2% para 4,0%, indicando ganho de poder de compra. Regionalmente, o impacto foi mais elevado no Nordeste (9,2%) e no Norte (7,9%), enquanto Sudeste (5,0%), Centro-Oeste (5,0%) e Sul (5,1%) apresentaram proporções menores.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura