Estudo redefine gene de avirulência de Phytophthora sojae
Recombinação rara aponta Avr3c como alvo reconhecido por Rps6, Rps3c e Rps4 na soja
A colheita das culturas de inverno e do milho segunda safra abre uma janela importante para preparar a próxima safra. Nesse período, o planejamento do controle de plantas daninhas pode fazer diferença no estabelecimento e no desenvolvimento da cultura que será implantada.
Uma dessecação bem planejada permite iniciar o cultivo com menor infestação na área, reduzindo a competição por água, luz e nutrientes. O controle antecipado também evita que espécies invasoras avancem para estágios de desenvolvimento mais difíceis de manejar durante a safra.
As recomendações técnicas são da Cocari e foram destacadas na série Dica do Especialista, pelo engenheiro agrônomo Rodrigo Rombaldi, supervisor do Departamento Técnico (Detec) da cooperativa. Ele reforça a importância de avaliar as condições de cada área antes de definir as ações para a entressafra.
Antes de definir a estratégia de controle, o primeiro passo é monitorar a área. A identificação das espécies presentes, o nível de infestação e o estágio de desenvolvimento das plantas ajudam a determinar as medidas mais adequadas para cada situação.
O diagnóstico ganha ainda mais importância em áreas com ocorrência de espécies de difícil controle, como buva, caruru, capim-amargoso e capim-pé-de-galinha. Em algumas situações, quanto mais avançado o desenvolvimento da planta daninha, maior é o desafio para obter um controle eficiente.
Por isso, antecipar as ações e controlar as invasoras ainda nos estágios iniciais é uma das formas de reduzir a pressão sobre a cultura seguinte.
A dessecação pré-plantio é uma das ferramentas disponíveis para o controle de plantas daninhas, mas não é a única. A definição das medidas, segundo a Cocari, deve levar em conta o histórico da área, as espécies presentes e as características da propriedade.
Entre as possibilidades estão:
A combinação dessas ferramentas deve ser definida conforme as necessidades de cada área, evitando que a dessecação seja tratada como uma operação isolada.
A escolha dos produtos é apenas uma parte do processo. As condições encontradas no momento da pulverização também interferem diretamente na eficiência do controle.
Temperatura, umidade relativa do ar e velocidade do vento devem ser monitoradas para identificar condições adequadas à aplicação. A regulagem do pulverizador, a escolha das pontas, a vazão e a pressão também precisam estar de acordo com a recomendação técnica.
A preparação da calda é outro ponto de atenção. É necessário verificar a compatibilidade entre os produtos utilizados e a necessidade de adjuvantes para cada situação.
Também devem ser observadas as recomendações específicas de cada produto, incluindo intervalos entre aplicações e períodos relacionados à permanência de moléculas no solo quando forem utilizadas ferramentas com efeito residual.
O objetivo do planejamento é iniciar a próxima cultura com menor pressão de plantas daninhas e reduzir a necessidade de intervenções ao longo do ciclo.
Áreas com infestação elevada podem aumentar a competição por água, luz e nutrientes, além de dificultar operações agrícolas e favorecer outros problemas no sistema produtivo. As consequências podem se estender até as etapas finais da cultura.
Por isso, o planejamento da dessecação deve fazer parte de um programa integrado de manejo, que começa com o monitoramento da área e continua durante todo o ciclo da cultura.
Na avaliação das condições de cada propriedade, o acompanhamento da equipe técnica da Cocari pode auxiliar na definição das medidas mais adequadas para o controle de plantas daninhas e para o estabelecimento da próxima safra.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura