Colombo Agroindústria abre 700 vagas para área agrícola
Oportunidades são distribuídas nas unidades de Ariranha, Palestina e Santa Albertina, no interior de São Paulo
O mês de fevereiro começou com cerca de 25% das lavouras de soja do Mato Grosso colhidas e aumento de 7% na produtividade média projetada para a atual safra, que deve alcançar quase 65 sacas por hectare. É o que aponta o levantamento mais recente feito pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). A estimativa é de que a produção total de soja no estado atinja 50,5 milhões de toneladas.
Frente ao cenário de boas perspectivas, o PA Summit 2026, realizado em Diamantino, reuniu mais de 2.200 participantes, de 107 cidades, 14 estados e dois países, consolidando-se como um dos maiores dias de campo da região. O evento colocou em evidência um tema central para o agro brasileiro: produtividade.
Na abertura do ciclo de palestras, o comentarista político Caio Coppolla ampliou o debate para o cenário macroeconômico. Segundo ele, o agronegócio é hoje o único setor da economia brasileira que segue avançando em produtividade, enquanto a indústria e os serviços enfrentam estagnação ou queda.
Ele chamou atenção para a perda de competitividade do país ao longo das últimas décadas e destacou que o trabalho produtivo exige esforço, responsabilidade e ambiente favorável ao empreendedorismo. Para Coppolla, a eficiência do agro se tornou referência justamente por combinar tecnologia, gestão e uma forte ética de trabalho.
Na apresentação de informações e dados técnicos, o comando foi do agrônomo Paulo Asunção, presidente da PA Consultoria, que resumiu a temática do evento em uma frase: “a produtividade está nos detalhes”.O especialista destacou que parte dos gargalos da lavoura começa como algo pequeno e, se não for manejado, fica fora de controle.
Um dos exemplos foi o caruru (Amaranthus), uma planta daninha capaz de produzir centenas de milhares de sementes por indivíduo. Quando não eliminada corretamente, uma única planta pode se transformar em milhares na safra seguinte, infestando a lavoura, elevando custos e reduzindo o potencial produtivo das áreas.
A recomendação passa por diagnóstico precoce e ações proporcionais ao problema: desde a retirada manual com o arranque de cada planta, quando há pouca quantidade em uma área, até estratégias mais completas envolvendo pré e pós-emergentes, escolha adequada de cultivares e planejamento de manejo. Segundo o agrônomo, é justamente essa combinação de decisões técnicas que sustenta resultados consistentes.
De acordo com Asunção, para as áreas acompanhadas pela consultoria, a expectativa é que a safra atual supere a anterior em 3 a 5 sacas por hectare, elevando médias que estavam próximas de 70 sacas para patamares de 74 a 75 sacas por hectare. Em vitrines tecnológicas apresentadas no evento, também foram observadas produtividades acima de 90 e até 100 sacas, resultado direto do alinhamento entre genética, manejo e acompanhamento técnico contínuo.
Se a produtividade começa na lavoura, ela se consolida no mercado. Esse foi o ponto trazido pelo consultor da Agroinvest Commodities e especialista em comercialização Marcos Araújo. Ele explicou que o Brasil caminha para uma safra recorde de soja, com potencial acima de 180 milhões de toneladas, cenário que pressiona a oferta global, desafia a logística e, somado às altas taxas de juros, contribui para preços mais baixos no interior do país, próximos de R$ 90 por saca em muitas regiões.
Para Araújo, esse contexto exige um novo posicionamento do produtor. “Em ambientes de margens mais apertadas, não basta colher bem. É preciso gerenciar risco de preço, planejar vendas e buscar apoio técnico também na área comercial. Produtividades baixas tornam a permanência na atividade cada vez mais difícil”, explicou.
O evento contou com 50 expositores em pavilhão indoor climatizado, além de exposição externa de máquinas e veículos, e manteve as palestras com público lotado ao longo da programação. Para Paulo Asunção, “o evento trouxe uma clareza aos participantes: quando a eficiência técnica se soma a estratégias inteligentes de comercialização, o resultado vai além. É uma visão que traz competitividade ao produtor, fortalece o agro regional e ajuda a manter o Brasil como referência mundial em produção de alimentos”, concluiu.
Além do conteúdo técnico, o encontro arrecadou mais de R$ 100 mil em inscrições, valor que será integralmente destinado a duas instituições assistenciais da região oeste de Mato Grosso.
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