Corteva rejeita acusações e defende separação de negócios

Companhia contesta pedido para barrar operação e afirma ter capacidade financeira para eventuais passivos de PFAS

15.09.2026 | 06:24 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Bethany Shively

A Corteva rejeitou as acusações apresentadas por procuradores-gerais de estados norte-americanos contra a separação planejada de seus negócios. A companhia afirmou que pretende defender a operação nos tribunais e classificou como especulativas e não comprovadas as alegações sobre passivos ligados a substâncias per e polifluoroalquil, conhecidas pela sigla PFAS.

Segundo a empresa, a futura companhia de proteção de cultivos manterá a marca Corteva. O negócio terá estrutura de capital capaz de cobrir eventuais responsabilidades, segundo a companhia. A Corteva também declarou nunca ter produzido, vendido ou comercializado PFOA ou PFOS em seus sete anos de existência.

A diretora jurídica da Corteva, Jennifer Johnson, afirmou que a separação reflete diferenças entre os modelos de negócio das duas áreas. Segundo ela, a operação permitirá às empresas atender melhor agricultores e buscar crescimento de forma independente.

Johnson também negou intenção de prejudicar, atrasar ou fraudar credores. Ela afirmou que os estados buscam uma medida “extraordinária” e, na avaliação da Corteva, sem precedente.

Pedido de procuradores-gerais

A manifestação responde a um pedido liderado pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, com apoio de procuradores-gerais de outros estados e municípios. O grupo solicitou à Justiça dos Estados Unidos uma ordem temporária e uma liminar para impedir a separação.

Bonta acusa a Corteva de tentar transferir cerca de US$ 39 bilhões em ativos e valor para uma nova empresa, Vylor, com o objetivo de reduzir recursos disponíveis para cobrir passivos ligados a PFAS. Segundo o procurador, a operação deixaria essas responsabilidades concentradas na divisão de defensivos. A Corteva rejeita essa interpretação.

Mais informações em "Corteva reafirma cronograma negocial e cita tentativa de barrar cisão".

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