Capal registra R$ 5,4 bilhões de faturamento em 2025
Recepção bruta de grãos atingiu cerca de 1 milhão de toneladas; investimentos nas unidades foi de R$ 165 milhões
A Corteva encerrou 2025 com crescimento de vendas, avanço em sementes e proteção de cultivos e forte geração de caixa. A empresa registrou receita líquida de US$ 17,4 bilhões, alta de 3% em relação a 2024. As vendas orgânicas cresceram 4%, com ganhos em todas as regiões. O lucro líquido das operações continuadas foi de US$ 1,20 bilhão.
O desempenho de sementes sustentou o resultado anual. As vendas do segmento cresceram 4% e atingiram US$ 9,9 bilhões. As vendas orgânicas avançaram 5%. O preço e o mix subiram 3%, impulsionados por tecnologias mais recentes e estratégia de preço por valor. O volume aumentou 2%, com destaque para milho na América do Norte e no Brasil. O EBITDA operacional do segmento alcançou US$ 2,64 bilhões.
O segmento de proteção de cultivos também avançou em 2025. As vendas líquidas cresceram 2% e somaram US$ 7,5 bilhões. O crescimento orgânico ficou em 3%. O volume aumentou 5%, sustentado por novos produtos, herbicidas e biológicos. O preço recuou 2% devido à dinâmica competitiva na América Latina. O EBITDA operacional do segmento atingiu US$ 1,35 bilhão, alta de 6% na comparação anual.
A geração de caixa ganhou destaque. O caixa das operações continuadas alcançou US$ 3,5 bilhões, avanço de 51%. O fluxo de caixa livre somou US$ 2,9 bilhões, crescimento de 69%. A companhia retornou mais de US$ 1,5 bilhão aos acionistas ao longo do ano.
No quarto trimestre, a receita líquida totalizou US$ 3,91 bilhões, queda de 2% na comparação anual. O resultado refletiu principalmente efeitos de sazonalidade e postergação de entregas para o início de 2026.
A empresa manteve o cronograma de separação corporativa, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2026. A Corteva também concluiu um acordo amplo com a Bayer, que amplia a liberdade de operação, acelera o caminho para neutralidade de royalties em 2026 e expande oportunidades de licenciamento em milho, canola e algodão. O acordo envolve desembolso de US$ 610 milhões, concentrado no primeiro trimestre de 2026.
Para 2026, a companhia projeta crescimento. O EBITDA operacional deve ficar entre US$ 4,0 bilhões e US$ 4,2 bilhões. O lucro operacional por ação deve variar de US$ 3,45 a US$ 3,70. A estimativa considera demanda agrícola firme, pressão de preços em algumas regiões e impacto tarifário estimado em US$ 80 milhões.
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