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A produção brasileira de grãos deve atingir 358 milhões de toneladas na safra 2025/26. A estimativa integra o oitavo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base em pesquisa de campo realizada em abril. O volume supera em 5,7 milhões de toneladas o resultado da safra 2024/25. O crescimento chega a 1,6% e confirma novo recorde para o setor agrícola.
A expansão decorre, em maior parte, do desempenho da soja, do milho primeira safra e do sorgo. A soja deve acrescentar 8,6 milhões de toneladas ao volume colhido no ciclo anterior. O milho de primeira safra deve avançar 3,5 milhões de toneladas. O sorgo deve crescer 1,5 milhão de toneladas.
A área cultivada aparece estimada em 83,5 milhões de hectares. O número ainda depende da confirmação da semeadura das culturas de terceira safra e de inverno. Mesmo assim, a projeção indica crescimento de 2,2%. A incorporação alcança 1,8 milhão de hectares ante a safra anterior.
Algumas culturas devem reduzir a produção em relação à temporada 2024/25. O milho de segunda safra deve recuar 4,8 milhões de toneladas. O arroz deve colher 1,7 milhão de toneladas a menos. O trigo deve perder 1,5 milhão de toneladas.
A soja lidera a produção nacional. A Conab projeta 180,1 milhões de toneladas, com crescimento de 5%. O avanço corresponde a 8,6 milhões de toneladas. A estimativa combina aumento de 2,9% na área, equivalente a 1,4 milhão de hectares, e condições climáticas favoráveis. Em 11 de maio, a colheita somava 98,3% no país. O índice superava em 1,4 ponto percentual a média dos últimos cinco anos.
O milho soma 140,2 milhões de toneladas nas três safras. O volume representa recuo de 0,7% em relação ao ciclo anterior. A primeira safra registra área estimada em 4,1 milhões de hectares, alta de 8,4%. A produção chega a 28,5 milhões de toneladas, com aumento de 14,1%.
Na segunda safra de milho, a área alcança 17,8 milhões de hectares. O crescimento de área chega a 2,1%. A produção, porém, fica estimada em 108,5 milhões de toneladas, queda de 4,2%. No período analisado, a semeadura seguia em fase conclusiva. As lavouras variavam de germinação a floração. Para a terceira safra, a Conab prevê cultivo em 676,8 mil hectares e produção de 3,3 milhões de toneladas. O calendário de semeadura vai de meados de abril a julho.
O algodão em caroço deve produzir 9,6 milhões de toneladas. O volume corresponde a 4 milhões de toneladas de pluma. A estimativa aponta redução de 2,6% em relação ao ciclo anterior. A área semeada deve cair 2,2% e alcançar 2 milhões de hectares. A regularidade do regime hídrico sustenta a expectativa de bons níveis de produtividade. No manejo fitossanitário, os produtores mantêm atenção à mosca-branca e ao bicudo-do-algodoeiro. Em 11 de maio, 3,1% das lavouras tinham floração, 82,9% permaneciam em formação de maçãs e 13,9% entravam em maturação.
O arroz tem produção estimada em 11,1 milhões de toneladas. O volume fica 13,1% abaixo do obtido na safra anterior. A redução resulta, principalmente, da queda de 13,7% na área cultivada e de condições climáticas menos favoráveis em parte das lavouras. A área irrigada apresenta retração de 8,4%, com estimativa de 1,25 milhão de hectares e produção de 10,4 milhões de toneladas. A área de sequeiro recua 32%, com 268,4 mil hectares e produção de 694,8 mil toneladas. A colheita avançava em todas as unidades da Federação e alcançava 94,6% em 11 de maio.
O feijão deve somar 2,9 milhões de toneladas nas três safras. A estimativa indica queda de 5,2% frente ao ciclo anterior. A primeira safra começou a semeadura em setembro de 2025 e tem produção projetada em 969,1 mil toneladas. A segunda safra deve alcançar 1,2 milhão de toneladas. As lavouras variavam de desenvolvimento vegetativo a início de colheita no período analisado.
No trigo, a semeadura começou em abril e alcançava 17,5% da área em 11 de maio. No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, e em Santa Catarina, os plantios ainda não tinham iniciado. As estimativas usam modelos estatísticos, análise de mercado, previsões climáticas e informações preliminares de campo. A Conab projeta redução de área e produção de 6,4 milhões de toneladas.
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