RS Safra 2025/26: clima seco eleva atenção para soja
Emater/RS aponta estresse hídrico pontual, preços em queda para grãos e cenário variável nas hortaliças e frutas
A irregularidade das chuvas e a previsão de precipitações abaixo da média histórica nos próximos dias colocam produtores rurais da região sul de Mato Grosso do Sul em estado de alerta. O cenário climático preocupa por coincidir com o estádio fenológico R5, marcado pelo início do enchimento de grãos. Conforme a Aprosoja/MS, a restrição de água nesse momento pode comprometer a formação e o peso dos grãos, impactando na produtividade e no rendimento final das lavouras.
Dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) indicam que, entre 1º e 26 de janeiro, diversos municípios da região Sul registraram volumes de chuva abaixo da média histórica. Em algumas localidades, o déficit hídrico chegou a 62% em relação ao esperado para o período, como no caso de Fátima do Sul, que registrou apenas 67 milímetros.
Historicamente, a precipitação acumulada esperada para Mato Grosso do Sul no trimestre de fevereiro, março e abril varia entre 300 e 500 milímetros, com base em séries climatológicas de 30 anos. No entanto, as projeções indicam que a tendência para o período é de chuvas irregulares, com predomínio de volumes abaixo da média histórica.
Até o momento, a Aprosoja/MS estima que a operação de colheita tenha atingido 0,7% da área total na região Sul. Apesar do avanço gradual dos trabalhos, o ritmo está abaixo do registrado na safra anterior, reflexo direto das condições climáticas menos favoráveis e do desenvolvimento mais irregular das lavouras neste ciclo.
O ápice da operação deve ocorrer entre o início fevereiro e metade de março, com finalização da colheita em maio. A estimativa é de uma produção estadual de 15,1 milhões de toneladas, com média de 52,8 sacas por hectare.
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