Capal registra R$ 5,4 bilhões de faturamento em 2025
Recepção bruta de grãos atingiu cerca de 1 milhão de toneladas; investimentos nas unidades foi de R$ 165 milhões
A Bunge Global SA registrou queda no lucro em 2025, apesar do avanço operacional e do aumento de volumes em todas as cadeias. O lucro por ação diluído GAAP fechou o ano em US$ 4,93, ante US$ 7,99 em 2024. No critério ajustado, o EPS somou US$ 7,57, abaixo de US$ 9,19 no ano anterior. No quarto trimestre, o EPS GAAP ficou em US$ 0,49, contra US$ 4,36 um ano antes. No ajustado, marcou US$ 1,99, levemente abaixo de US$ 2,13.
A companhia atribuiu o desempenho a efeitos de marcação a mercado, custos corporativos e base comparativa elevada. Mesmo assim, o EBIT ajustado cresceu no quarto trimestre em todos os segmentos, apoiado por execução disciplinada e pela expansão de ativos após a combinação com a Viterra.
No consolidado, o EBIT ajustado totalizou US$ 2,03 bilhões em 2025, levemente acima de US$ 2,02 bilhões em 2024. A geração de caixa operacional caiu para US$ 844 milhões, reflexo de menor lucro reportado e mudanças no capital de giro. Os fundos de operações ajustados alcançaram US$ 1,73 bilhão, acima do ano anterior.
O processamento de soja avançou para 41,0 milhões de toneladas em 2025. O EBIT ajustado do segmento atingiu US$ 1,33 bilhão. A América do Sul puxou os resultados, com melhor desempenho industrial na Argentina e no Brasil. A capacidade ampliada elevou volumes processados e comercializados.
Por sua vez, o processamento de "softseeds" subiu para 10,75 milhões de toneladas. O EBIT ajustado somou US$ 580 milhões. Margens médias maiores e a incorporação de ativos de softseeds sustentaram o avanço. Canadá, Europa e Argentina ampliaram capacidade e originação.
O EBIT ajustado chegou a US$ 168 milhões na categoria "outras oleaginosas". Óleos especiais ganharam força na Ásia e na América do Norte. A comercialização global de óleos contribuiu para o resultado.
A comercialização e moagem registraram 67,2 milhões de toneladas em 2025. O EBIT ajustado alcançou US$ 386 milhões. Trigo e cevada impulsionaram o desempenho. Milho e frete marítimo limitaram ganhos. A venda do negócio de moagem de milho alterou a base comparativa.
No bloco corporativo, despesas cresceram com a integração da Viterra. O trimestre incluiu efeitos pontuais, como acordo previdenciário e custos de integração.
Para 2026, a Bunge projeta EPS ajustado entre US$ 7,50 e US$ 8,00. A empresa estima taxa efetiva ajustada entre 23% e 27%, investimentos de US$ 1,5 a US$ 1,7 bilhão e depreciação próxima de US$ 975 milhões. A administração aponta portfólio mais equilibrado, maior alcance global e cadeias diversificadas para gestão de risco em ambientes voláteis.
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