Mercado Agrícola - 31.mar.2026
USDA reduz ritmo de expansão e sustenta mercado de grãos
O mercado brasileiro de bioinsumos alcançou R$ 6,2 bilhões em 2025, alta de 15% em relação ao ano anterior. No mesmo período, a área tratada com essas tecnologias chegou a 194 milhões de hectares, avanço de 28%, segundo dados divulgados pela CropLife Brasil.
O crescimento reflete a ampliação do uso de soluções biológicas no manejo integrado de pragas, impulsionada pela busca por maior eficiência produtiva e práticas mais sustentáveis no campo. “Os bioinsumos deixam de ser uma tendência e se tornam cada vez mais uma realidade no campo, é o que reflete a confiança do produtor rural no uso dessa tecnologia”, avaliou a diretora de bioinsumos da CLB, Amália Borsari.
Entre os segmentos, os inoculantes lideram em área tratada, com 40% de participação (77 milhões de hectares), seguidos por bioinseticidas (24%), bionematicidas (23%) e biofungicidas (13%). O principal destaque foi o avanço dos bionematicidas, que cresceram cerca de 60% em área, com incremento de 16 milhões de hectares em um ano.
Em valor de mercado, os bioinseticidas concentram 35% do total, seguidos por bionematicidas (30%), biofungicidas (22%) e inoculantes (13%). Os biofungicidas apresentaram o maior crescimento em faturamento, com alta de 41%, atingindo R$ 1,4 bilhão.
A adoção é liderada por grandes culturas, com destaque para soja (62%), milho (22%) e cana-de-açúcar (10%). Outras culturas, como algodão, café e hortifrútis, somam cerca de 6%.
Regionalmente, Mato Grosso concentra o maior uso de bioinsumos, seguido por São Paulo e Goiás. A região do Matopiba responde por 11% da área tratada no país.
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