AGCO apresenta os números de 2025

Empresa registra US$ 10,1 bilhões em receita, reduz estoques e projeta crescimento em 2026

05.02.2026 | 09:42 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Rachel Potts

A AGCO encerrou 2025 com vendas líquidas de US$ 10,1 bilhões, queda de 13,5% na comparação anual. A empresa divulgou os resultados do quarto trimestre e do ano fiscal hoje. A companhia ampliou a geração de caixa e indicou melhora no desempenho em 2026.

O lucro por ação reportado no ano alcançou US$ 9,75. O lucro ajustado por ação somou US$ 5,28. A margem operacional reportada fechou em 5,9%. A margem operacional ajustada atingiu 7,7% em 2025.

No quarto trimestre, as vendas líquidas totalizaram US$ 2,9 bilhões. O valor representa alta de 1,1% frente ao mesmo período de 2024. Desconsiderando efeitos cambiais, a receita trimestral recuou 5,3%. O lucro por ação reportado ficou em US$ 1,30. O lucro ajustado por ação alcançou US$ 2,17.

A geração de caixa operacional somou US$ 988 milhões em 2025. O fluxo de caixa livre alcançou recorde de US$ 740 milhões. A conversão de caixa livre chegou a 188% do lucro ajustado, segundo a companhia.

Vendas por região

Por região, as vendas do quarto trimestre cresceram 7,9% na Europa e Oriente Médio, com margem operacional de 16,8%. A Ásia, Pacífico e África avançaram 5,1%. A América do Norte recuou 7,8%. A América do Sul caiu 3,3% no período.

No acumulado do ano, a América do Norte registrou queda de 27,5% nas vendas. A América do Sul recuou 7,7%. A Europa e Oriente Médio mantiveram estabilidade. A Ásia, Pacífico e África apresentaram retração de 9,9%.

Renda agrícola

A empresa apontou pressão sobre a renda agrícola global em 2025. Preços de milho, soja e trigo permaneceram próximos ao ponto de equilíbrio. Custos de insumos continuaram elevados. A demanda por máquinas novas diminuiu nos principais mercados, com maior impacto em tratores de alta potência e colheitadeiras.

Para 2026, a AGCO projeta vendas líquidas entre US$ 10,4 bilhões e US$ 10,7 bilhões. A companhia estima margem operacional ajustada entre 7,5% e 8,0%. O lucro por ação deve variar de US$ 5,50 a US$ 6,00, considerando o cenário atual de tarifas comerciais.

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