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A Vylor pretende adicionar entre 200 e 300 híbridos e variedades de sementes ao portfólio a cada ano. A futura empresa também projeta alcançar US$ 1 bilhão em receita líquida anual com royalties até 2035. As metas constam no documento de registro apresentado à Securities and Exchange Commission (SEC), dos Estados Unidos, em 21 de setembro. O material detalha a estratégia da companhia após a separação do negócio de sementes da Corteva.
O plano amplia o peso do licenciamento de germoplasma e características genéticas na estratégia da Vylor. A empresa pretende migrar da condição de licenciada líquida de tecnologias para uma posição de licenciadora líquida.
A Vylor prevê neutralidade entre receitas e custos de royalties em 2026. A companhia projeta, depois desse ponto, avanço até a posição líquida positiva de US$ 1 bilhão em 2035. O modelo permite monetizar pesquisa e desenvolvimento também fora das marcas próprias da companhia.
A administração estima um mercado anual de US$ 4 bilhões para acordos de licenciamento de sementes de milho e soja nas Américas. A estratégia prevê contratos ligados a vendas de sementes de terceiros e área plantada com tecnologias licenciadas.
O cronograma inclui características de milho com três tecnologias combinadas disponíveis para licenciamento a partir de 2027. A Vylor também pretende antecipar para o fim desta década a terceira geração de características voltadas ao controle de insetos da parte aérea do milho. Outra frente prevê entrada no segmento de licenciamento de tecnologias para algodão nos Estados Unidos.
A renovação do portfólio formará outro pilar do plano. A meta de 200 a 300 novos híbridos e variedades por ano inclui materiais com características genéticas e agronômicas voltadas ao potencial produtivo, à estabilidade de desempenho e à redução de riscos para produtores. A estratégia contempla milho, soja, girassol e trigo, além de canola, algodão, arroz e sorgo.
A edição gênica terá participação crescente nesse processo. A Vylor calcula potencial para elevar a taxa anual de ganho genético de cerca de 1% para 2%. A tecnologia integra os programas de pesquisa e desenvolvimento e busca modificações direcionadas em determinadas culturas. A companhia prevê combinar capacidades internas com parcerias externas para aumentar produtividade e resiliência dos materiais.
Os investimentos em pesquisa ajudam a dimensionar essa estratégia. O negócio de sementes registrou US$ 995 milhões em despesas de pesquisa e desenvolvimento durante 2025. O valor havia alcançado US$ 915 milhões em 2024 e US$ 842 milhões em 2023. No primeiro semestre de 2026, essas despesas somaram US$ 513 milhões, ante US$ 495 milhões no mesmo período do ano anterior.
O documento também apresenta dados financeiros específicos do negócio destinado à Vylor. As vendas líquidas de sementes somaram US$ 9,898 bilhões em 2025. O resultado líquido alcançou US$ 575 milhões. Em 2024, as vendas haviam totalizado US$ 9,545 bilhões.
As Américas responderam por US$ 7,885 bilhões das vendas de 2025. O valor avançou 4% sobre o ano anterior. O Ebitda operacional do segmento das Américas chegou a US$ 2,813 bilhões, alta de 16%. A empresa atribuiu parte do aumento dos volumes a ganhos de participação de mercado em milho nos Estados Unidos e no Brasil.
O mercado brasileiro respondeu por US$ 1,160 bilhão em vendas do negócio de sementes durante 2025. Em 2024, o valor somou US$ 1,017 bilhão. Em 2023, alcançou US$ 1,002 bilhão. A Vylor inclui o Brasil entre os mercados nos quais ocupa posição de liderança em receita de sementes de milho.
No primeiro semestre de 2026, as vendas do negócio de sementes chegaram a US$ 7,555 bilhões, ante US$ 7,244 bilhões no mesmo intervalo de 2025. Nas Américas, a receita passou de US$ 5,890 bilhões para US$ 6,109 bilhões. A companhia apontou melhora no mix de produtos no Brasil entre os fatores positivos do período.
O Ebitda operacional das Américas alcançou US$ 2,894 bilhões no primeiro semestre, crescimento de 9% na comparação anual. A Vylor relacionou o desempenho a volumes maiores nos Estados Unidos, melhora de preço e mix nos Estados Unidos e no Brasil e redução da despesa líquida com royalties. Despesas maiores com vendas, administração e pesquisa, além do aumento de despesas com créditos de difícil recuperação no Brasil, limitaram o resultado.
A Vylor reunirá o atual negócio de sementes da Corteva após a separação prevista para 1º de outubro. A Pioneer ficará sob a nova companhia. A estrutura também concentrará germoplasma, biotecnologia, edição gênica e plataformas de licenciamento.
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