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A UPL Brasil lançou o inseticida Sucessor, formulado com bifentrina e etiprole para o manejo de pragas em soja, milho e algodão. O produto atua por contato e ingestão e apresenta formulação em suspensão concentrada.
O lançamento tem foco no manejo do complexo de percevejos, cigarrinha-do-milho e bicudo-do-algodoeiro. A UPL atribui o desempenho do produto à tecnologia de formulação Blast. Segundo a empresa, a tecnologia permite reunir ingredientes ativos originalmente incompatíveis em uma mesma formulação. A companhia também aponta sinergismo entre os componentes, velocidade de ação e período residual prolongado.
Cristiano Figueiredo, CEO da UPL Brasil, explica que “Sucessor é o resultado de mais de 10 anos de investimentos em pesquisa e representa a evolução do controle de pragas, sendo o único produto da categoria registrado para as três culturas”. Segundo o executivo, o desenvolvimento partiu das demandas observadas no campo e buscou oferecer uma ferramenta para os principais desafios fitossanitários das lavouras.
A bifentrina integra o grupo 3A, formado pelos moduladores dos canais de sódio. O etiprole pertence ao grupo 2B, composto pelos bloqueadores dos canais de cloro mediados pelo GABA. Sucessor contém concentrações de 80 gramas por litro de bifentrina e 200 gramas por litro de etiprole.
A UPL informa que ensaios ocorreram em diferentes regiões brasileiras nas últimas safras. O pesquisador Geraldo Papa avaliou o desempenho no campo e relatou resultados comparáveis aos principais padrões de controle usados contra percevejos em soja e milho e contra o bicudo no algodão. O pesquisador Edivaldo Velini acompanhou o desenvolvimento da formulação e destacou a estabilidade da formulação, o sinergismo entre os princípios ativos e a avaliação em condições brasileiras.
Segundo a empresa, o produto promove mortalidade dos insetos entre 30 minutos e uma hora, em média. A UPL associa essa velocidade ao efeito de choque e à redução da reinfestação. Leandro Valerim, gerente do portfólio de inseticidas da companhia, relaciona essas características à tecnologia Blast.
O Sucessor recebeu classificação toxicológica categoria 5, definida na bula como “produto improvável de causar dano agudo”. A classificação do potencial de periculosidade ambiental enquadra o inseticida na classe II, “produto muito perigoso ao meio ambiente”. Não se deve entrar na área tratada antes da secagem completa da calda, respeitando o mínimo de 24 horas após a aplicação. Os intervalos de segurança são de 15 dias para algodão, 20 dias para soja e 30 dias para milho.
Na soja, Sucessor possui indicação para o percevejo-marrom, Euschistus heros, e o percevejo-verde-pequeno, Piezodorus guildinii. A dose indicada varia de 0,75 a 1,25 litro por hectare. O volume de calda para aplicação terrestre fica entre 100 e 200 litros por hectare. A aplicação deve começar após o florescimento, no início da infestação. Há previsão de até duas aplicações por ciclo, com intervalo de sete a dez dias. A maior dose aplica-se a situações de alta infestação ou alta densidade de folhas.
No milho, o registro contempla o percevejo-barriga-verde, Dichelops melacanthus, e a cigarrinha-do-milho, Dalbulus maidis. A faixa de dose varia de 0,75 a 1,25 litro por hectare, com 100 a 200 litros de calda por hectare em aplicação terrestre. A recomendação orienta o uso após a constatação da praga logo depois da emergência da cultura. O programa permite até duas aplicações por ciclo, com intervalo mínimo de sete dias.
No algodão, Sucessor possui registro para o bicudo-do-algodoeiro, Anthonomus grandis. A dose varia de 0,75 a 1,25 litro por hectare. Cabem até três aplicações por ciclo, com intervalo mínimo de sete dias. As aplicações podem ocorrer entre os estádios BBCH 00 e BBCH 19, antes da formação de brotos laterais. Outra possibilidade começa no BBCH 71, após o fim da floração e no início do desenvolvimento de frutos e sementes.
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