Tripes apresenta menor desempenho após mudança para cebola

Estudo associa adaptação de Thrips tabaci a genes de desintoxicação e metabolismo hormonal

29.07.2026 | 15:13 (UTC -3)
Revista Cultivar
Foto: Wenderson Araujo - CNA
Foto: Wenderson Araujo - CNA

A linhagem L2 de Thrips tabaci apresentou menor sobrevivência e fecundidade em cebola durante três gerações sucessivas. O inseto completou o ciclo de vida nesse hospedeiro, mas manteve desempenho inferior ao registrado em repolho-roxo (DOI 10.1002/ps.71155).

Pesquisadores avaliaram a resposta biológica e molecular do tripes após a transferência do repolho-roxo para bulbos de cebola. A primeira geração criada em cebola registrou forte redução na sobrevivência específica por idade. Os picos de fecundidade e maternidade também diminuíram. A desvantagem persistiu nas três gerações analisadas.

Análise transcriptômica

A análise transcriptômica identificou 3.862 genes diferencialmente expressos na primeira geração, 6.549 na segunda e 9.484 na terceira. Parte desses genes participou de vias ligadas à desintoxicação mediada pelo citocromo P450 e à biossíntese de hormônios de insetos.

O estudo agrupou oito padrões de expressão gênica. Esse conjunto formou um núcleo regulatório associado à adaptação durante a troca de hospedeiro.

Os resultados indicam participação central dos mecanismos de desintoxicação e do metabolismo hormonal na plasticidade alimentar de Thrips tabaci. O trabalho também estabeleceu um sistema estável de criação da linhagem L2 em bulbos de cebola e apontou alvos moleculares para futuras pesquisas sobre adaptação a diferentes culturas.

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