Sul do Brasil inicia plantio de tabaco da safra 2026/27

Calendário orienta produtores e busca evitar perdas com pragas e clima

30.04.2026 | 10:48 (UTC -3)

Com ciclo produtivo de aproximadamente 180 dias, o tabaco encontra condições regionais diversas para seu desenvolvimento. Por isso, há um cronograma de transplante das mudas (dos canteiros para as lavouras) fixado para cada região produtora. Estabelecido pelo Grupo de Trabalho Qualidade e Inovação, do Fórum Nacional de Integração da Cadeia Produtiva do Tabaco (Foniagro), o calendário de plantio da variedade Virgínia tem início no dia 1º de maio pelas regiões Centro-Sul do Rio Grande do Sul (indo até 15 de outubro) e Litoral de Santa Catarina (até 31 de agosto).

Já o plantio da safra 2026/2027 da variedade Burley tem seu calendário iniciado dia 1° de maio no Oeste do Paraná (até 15 de outubro) e no Sudoeste do Paraná (até 15 de novembro). E a variedade Comum tem seu cronograma iniciado em 1° de maio na região Noroeste gaúcha (até 15 de setembro) e Oeste/Meio Oeste Extremo Oeste catarinense (até 15 de outubro). Em relação ao Comum, há uma exceção permitindo o plantio fora do calendário nas regiões Oeste, Sudoeste e Norte do Paraná, que tem a particularidade de realizarem o chamado “plantio do cedo” a partir de 1º de abril e indo até 15 de novembro.

Em 15 de maio, inicia o plantio da variedade Virgínia na região Centro do Rio Grande do Sul, estendendo-se até 31 de agosto. E em 1° de junho, começa o plantio de Virgínia no Vale do Itajaí e Planalto catarinense; de Burley no Noroeste Gaúcho e no Oeste/Meio Oeste Extremo Oeste de Santa Catarina. No dia 1º de julho inicia o plantio de Burley no Oeste/Centro do RS e Centro Oeste/Sul do Paraná; e do Comum no Centro/Oeste do RS e Centro Oeste do PR.

Está fixado para 15 de julho o início dos transplantes de Virgínia nas regiões Serra e Extremo Sul do Rio Grande do Sul; e o começo do plantio de Burley e Comum na Serra do RS. E em 1º de agosto começa o transplante da variedade Virgínia no Planalto paranaense, indo até 15 de novembro.

O calendário foi fixado porque foi percebida a necessidade de uma conscientização sobre o calendário de plantio do tabaco. O objetivo é terminar com os plantios fora de época, cuja prática traz diversas consequências negativas, como proliferação de doenças e pragas. “Alguns produtores vinham plantando fora de época na tentativa de renda adicional, porém acabam prejudicando o solo e a qualidade do tabaco”, explica o assessor da diretoria do SindiTabaco, Carlos Sehn.

De acordo com Sehn, respeitar o calendário de plantio contribui com o fortalecimento do Sistema Integrado de Produção de Tabaco. “Os orientadores têm papel importante na conscientização dos produtores, levando a informação sobre as consequências negativas da prática”, diz. “Já está confirmado que o correto manejo do solo leva à qualidade das lavouras e ao aumento da produtividade”, acrescenta.

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